Classificação Sindética e Assindética: Orações Coordenadas, Aposto e Enumeração

A coesão textual opera por meio de mecanismos de ligação que podem ser explícitos ou implícitos. Na sintaxe da língua portuguesa, a nomenclatura "sindética" e "assindética" categoriza exatamente essa presença ou ausência de conectivos formais. Compreender essa distinção exige isolar o elemento de ligação: se ele existe e é uma conjunção ou locução conjuntiva, a estrutura é sindética; se ele inexiste, sendo a ligação feita apenas pela pontuação ou pela justaposição, a estrutura é assindética. Essa dicotomia aplica-se rigorosamente a três domínios sintáticos específicos, cujas fronteiras devem ser mantidas inalteráveis para evitar erros graves de classificação.

O Conceito Fundamental: Sindético versus Assindético

A terminologia deriva do grego: o prefixo sin- indica companhia, união, e desmos significa laço, ligação. Assim, sindético refere-se ao que possui um conectivo explícito (o laço linguístico). O prefixo a- indica negação, privação. Logo, assindético designa a ausência desse conectivo formal.

Na prática analítica, o conectivo pode ser uma conjunção (palavra invariável que liga orações ou termos) ou uma locução conjuntiva. A pontuação (vírgula, ponto, travessão) não é considerada um conectivo sindético; ela apenas marca a pausa ou a separação estrutural.

Orações Coordenadas: O Domínio Primário da NGB

A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) reserva a classificação primária e oficial de sindéticas e assindéticas para as orações coordenadas. Estas são orações independentes sintaticamente entre si, ou seja, não exercem função sintática uma em relação à outra.

Orações Coordenadas Assindéticas

São orações justapostas, ligadas apenas por recursos de pontuação (vírgula, ponto-e-vírgula, ponto-final). Não há conjunção coordenativa.

Exemplos:

  • "Acordei, tomei café, saí para o trabalho." (Três orações coordenadas assindéticas).
  • "Não chore; aguente firme." (Duas orações coordenadas assindéticas separadas por ponto-e-vírgula).

Condição de aplicação: A ausência de conjunção é o critério único. O sentido de adição, oposição ou alternância é inferido exclusivamente pela semântica e pela entonação, não por um conectivo explícito.

Orações Coordenadas Sindéticas

São orações ligadas por conjunções coordenativas. Dividem-se em cinco tipos, conforme o valor semântico da conjunção:

  • Aditivas: Indicam adição, soma. Conjunções: e, nem, não só... mas também. Ex: "Estudou muito e passou no concurso."
  • Adversativas: Indicam oposição, contraste. Conjunções: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Ex: "O salário é baixo, porém o trabalho é gratificante."
  • Alternativas: Indicam escolha, exclusão mútua. Conjunções: ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja. Ex: "Ora estudava, ora trabalhava."
  • Conclusivas: Indicam dedução lógica, consequência. Conjunções: logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo). Ex: "Penso, logo existo."
  • Explicativas: Indicam justificativa, motivo. Conjunções: porque, pois (anteposto ao verbo), que, porquanto. Ex: "Saia daí, porque o teto vai cair."

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A posição da conjunção "pois" é uma armadilha clássica. Se estiver antes do verbo ou entre o sujeito e o predicado ("Ele pois saiu"), é conclusiva. Se estiver após o verbo, entre vírgulas ("Ele saiu, pois, cedo"), é explicativa. As bancas utilizam o deslocamento da conjunção adversativa (ex: "Estudei muito. Não passei, porém.") para confundir candidatos desatentos à mobilidade sintática.

O Aposto: O Domínio Secundário

O aposto é um termo acessório que explica, resume, especifica ou desenvolve um substantivo, pronome ou oração anterior. A gramática tradicional e as principais bancas de concurso estendem a lógica sindética/assindética para classificar o aposto explicativo.

Aposto Assindético

É o aposto ligado ao termo antecedente exclusivamente por sinais de pontuação: vírgula, dois-pontos ou travessão. Não há expressão conectiva.

Exemplos:

  • "Brasília, capital do Brasil, foi planejada por Lúcio Costa." (Vírgulas).
  • "Só desejo uma coisa: sua aprovação." (Dois-pontos).
  • "Machado de Assis — o bruxo do Cosme Velho — revolucionou a literatura nacional." (Travessões).

Aposto Sindético

É o aposto introduzido por uma expressão conectiva de caráter explicativo ou retificativo. As locuções mais comuns são: isto é, ou seja, a saber, por exemplo, quer dizer, em outras palavras.

Exemplos:

  • "Os candidatos aprovados — isto é, aqueles que tiraram nota acima de 80 — serão nomeados."
  • "Estude os conectivos a saber: e, mas, ou, logo."

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] Cobrança frequente em questões de reescrita de frases e pontuação. A banca apresenta uma oração com aposto assindético e pede a alternativa que mantém o sentido original substituindo a pontuação por uma expressão sindética (ex: trocar a vírgula por "isto é,"). O erro comum é confundir aposto sindético com oração subordinada substantiva apositiva.

Enumeração de Termos: O Domínio Conceitual

Quando se listam termos que exercem a mesma função sintática na oração (como múltiplos núcleos de sujeito, múltiplos objetos ou múltiplos adjuntos), a sequência pode ser classificada sob a mesma lógica de presença ou ausência de conjunção.

Enumeração Assindética

Os termos são justapostos, separados apenas por vírgulas, sem a presença de conjunções coordenativas.

Exemplo: "Comprei arroz, feijão, macarrão, sal." (Nenhum termo é ligado por conjunção).

Enumeração Sindética

Os termos são ligados por conjunções coordenativas (geralmente aditivas ou alternativas). Na norma culta, é padrão que a conjunção apareça apenas antes do último termo da série.

Exemplo: "Comprei arroz, feijão, macarrão e sal."

Armadilha de classificação: Uma enumeração como "A, B e C" é considerada sindética porque contém a conjunção "e". Para que seja puramente assindética, deve haver zero conjunções ("A, B, C, D").

Fronteiras Rígidas e Armadilhas Fatais

A aplicação dos termos "sindético" e "assindético" possui limites intransponíveis na NGB. A violação desses limites gera erros conceituais graves.

O Tabu das Orações Subordinadas

Regra absoluta: Não existe "oração subordinada assindética" nem "oração subordinada sindética" na nomenclatura oficial.

As orações subordinadas são classificadas exclusivamente em desenvolvidas (quando possuem conectivo explícito e verbo flexionado) e reduzidas (quando não possuem conectivo explícito e apresentam o verbo numa forma nominal: infinitivo, gerúndio ou particípio).

Exemplo de erro fatal: Classificar a oração "É preciso estudar" como "subordinada substantiva subjetiva assindética". A classificação correta é "subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo".

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] Esta é a maior pegadinha conceitual de sintaxe em provas de alto nível. A banca insere a opção "assindética" entre as alternativas de uma questão sobre orações subordinadas para eliminar candidatos que decoram padrões sem compreender a hierarquia da NGB. Se a oração é subordinada e não tem conectivo, ela é reduzida. Ponto final.

Coordenada Explicativa versus Subordinada Adverbial Causal

Embora ambas expressem motivo ou justificativa e utilizem a conjunção "porque", a fronteira sintática é rígida.

  • Coordenada Explicativa: A oração é independente. Geralmente vem após um verbo no imperativo ou indica uma causa de um fato já consumado no discurso. Ex: "Não demore, porque o filme vai começar."
  • Subordinada Adverbial Causal: A oração é dependente. Estabelece a causa direta do fato expresso na oração principal. Ex: "Não saí porque estava chovendo."

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A distinção não usa os termos sindético/assindético, mas testa a capacidade de identificar a independência (coordenação) versus dependência (subordinação) antes de aplicar a nomenclatura correta.

Mapa Mental: A Lógica Sindética e Assindética

  • Conceito Central
    • Sindético: Presença de conectivo explícito (conjunção/locução).
    • Assindético: Ausência de conectivo; ligação por pontuação ou justaposição.
  • Orações Coordenadas (Domínio Primário da NGB)
    • Assindéticas: Sem conjunção. Ex: "Vim, vi, venci."
    • Sindéticas: Com conjunção coordenativa.
      • Aditivas (e, nem)
      • Adversativas (mas, porém, contudo)
      • Alternativas (ou...ou, ora...ora)
      • Conclusivas (logo, portanto, pois posposto)
      • Explicativas (porque, pois anteposto)
  • Aposto (Domínio Secundário)
    • Assindético: Isolado por vírgula, dois-pontos ou travessão. Ex: "São Paulo, maior cidade do país,..."
    • Sindético: Introduzido por expressões explicativas. Ex: "..., isto é, a maior cidade..."
  • Enumeração de Termos (Domínio Conceitual)
    • Assindética: Termos separados apenas por vírgulas. Ex: "A, B, C."
    • Sindética: Termos ligados por conjunção. Ex: "A, B e C."
  • Fronteiras e Armadilhas
    • Orações Subordinadas NUNCA são assindéticas/sindéticas.
    • Subordinada sem conectivo = Reduzida (infinitivo, gerúndio, particípio).
    • Subordinada com conectivo = Desenvolvida.

Conclusão

O domínio da classificação sindética e assindética fornece ao analista uma ferramenta precisa para mapear a arquitetura da coesão textual. Identificar se a ligação entre orações ou termos ocorre por justaposição pontuada ou por conectivos explícitos permite compreender o ritmo do texto, a força argumentativa e a hierarquia das ideias. A aplicação rigorosa dessa nomenclatura exige o respeito absoluto aos limites estabelecidos pela NGB, confinando os termos aos seus domínios legítimos: coordenação, aposto e enumeração.

Na prática avaliativa, a precisão terminológica é o que separa a análise correta da suposição equivocada. O erro mais recorrente e eliminatório é a extensão indevida do termo "assindético" para orações subordinadas desprovidas de conectivo. Manter a fronteira rígida entre "oração reduzida" e "estrutura assindética" blindará a análise contra armadilhas conceituais. A leitura atenta dos conectivos e da pontuação, aliada à verificação da independência ou dependência sintática das orações, garante a classificação inquestionável de qualquer período composto.

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Questão 1

(i) Perfil: FGV — Analista Administrativo — Sintaxe do Período (Classificação de orações coordenadas sindéticas e assindéticas).

"O candidato estudou durante meses, preparou-se com afinco, obteve a aprovação."

(iii) Enunciado: No período acima, as três orações são classificadas sintaticamente como:

  • a) Coordenadas sindéticas aditivas, pois o sentido implícito é de adição.
  • b) Coordenadas assindéticas, pois não há conjunção coordenativa ligando-as.
  • c) Coordenadas sindéticas explicativas, pois a segunda oração justifica a primeira.
  • d) Subordinadas adverbiais consecutivas reduzidas de infinitivo.
  • e) Orações subordinadas substantivas apositivas assindéticas.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FGV testa o reconhecimento da ausência de conectivo. As três orações ("O candidato estudou durante meses", "preparou-se com afinco", "obteve a aprovação") são independentes sintaticamente e separadas apenas por vírgulas. Não há conjunção coordenativa (e, mas, porém, etc.). Portanto, são coordenadas assindéticas.

A alternativa A é a pegadinha clássica: o candidato percebe o sentido de adição e marca "sindéticas aditivas", mas esquece que a classificação sindética/assindética depende da presença ou ausência de conectivo, não do sentido inferido.

A alternativa E é um erro conceitual grave: não existe "subordinada apositiva assindética". A NGB não aplica os termos sindético/assindético a orações subordinadas.

Questão 2

(i) Perfil: Cebraspe — Técnico Judiciário (TRT) — Sintaxe do Período (Posição da conjunção "pois" e classificação de coordenadas sindéticas).

"O salário é baixo; o funcionário permanece, pois, na empresa por outros motivos."

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. Na oração acima, a conjunção "pois", por estar posposta ao verbo e isolada por vírgulas, classifica a oração como coordenada sindética explicativa.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B (Errado)

Análise: O Cebraspe explora a armadilha da posição da conjunção "pois". A regra é clara:

  • "Pois" anteposto ao verbo ou entre sujeito e predicado = conclusiva (equivale a "portanto").
  • "Pois" posposto ao verbo e entre vírgulas = explicativa (equivale a "porque").

Na frase "o funcionário permanece, pois, na empresa", o "pois" está entre vírgulas e após o verbo "permanece". Isso indica que é explicativa, não conclusiva. O item afirma que é explicativa, então deveria estar correto.

Correção de rota: Relendo o item, ele diz "classifica a oração como coordenada sindética explicativa". Isso está correto. Portanto, o gabarito deveria ser A (Certo). Vou ajustar o gabarito para A.

Gabarito corrigido: A (Certo)

A oração "o funcionário permanece, pois, na empresa por outros motivos" é coordenada sindética explicativa, pois o "pois" posposto ao verbo e entre vírgulas indica justificativa (equivale a "porque"). O item está correto.

Questão 3

(i) Perfil: FCC — Analista Judiciário (TJ) — Sintaxe da Oração (Aposto sindético vs assindético).

I. Brasília, capital do Brasil, foi inaugurada em 1960.
II. Brasília, isto é, a capital do Brasil, foi inaugurada em 1960.

(iii) Enunciado: Nas orações I e II, os termos destacados ("capital do Brasil" e "isto é, a capital do Brasil") exercem a função sintática de aposto. A diferença entre as duas construções reside no fato de que:

  • a) Em I, o aposto é sindético; em II, o aposto é assindético.
  • b) Em I, o aposto é assindético; em II, o aposto é sindético.
  • c) Em ambas, o aposto é assindético, pois ambos estão entre vírgulas.
  • d) Em ambas, o aposto é sindético, pois ambos explicam o termo anterior.
  • e) Em I, o termo é adjunto adnominal; em II, é aposto.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FCC testa a distinção entre aposto sindético e assindético.

Em I ("Brasília, capital do Brasil, foi inaugurada em 1960"): O termo "capital do Brasil" está isolado por vírgulas, sem expressão conectiva. É aposto assindético.

Em II ("Brasília, isto é, a capital do Brasil, foi inaugurada em 1960"): O termo "a capital do Brasil" é introduzido pela expressão conectiva "isto é". É aposto sindético.

A alternativa B apresenta a classificação correta. A pegadinha da alternativa C é afirmar que ambos são assindéticos porque estão entre vírgulas, mas a presença da expressão "isto é" em II torna o aposto sindético, independentemente da pontuação.

Questão 4

(i) Perfil: Vunesp — Escrevente Técnico Judiciário — Sintaxe do Período (Armadilha: oração subordinada reduzida não é assindética).

"É fundamental estudar diariamente para a aprovação."

(iii) Enunciado: Na oração acima, o termo "estudar diariamente" é classificado sintaticamente como:

  • a) Oração coordenada assindética.
  • b) Oração subordinada substantiva subjetiva assindética.
  • c) Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
  • d) Oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.
  • e) Oração coordenada sindética explicativa.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A Vunesp explora a armadilha de classificar oração subordinada reduzida como "assindética".

A oração "estudar diariamente" é o sujeito de "É fundamental". Teste do "ISSO": "É fundamental isso." Logo, é oração subordinada substantiva subjetiva.

O verbo está no infinitivo ("estudar") e não há conectivo explícito (como "que"). Portanto, é uma oração reduzida de infinitivo.

A alternativa B é a pegadinha fatal: classifica a oração como "subordinada substantiva subjetiva assindética". Isso é conceitualmente errado, pois a NGB não aplica os termos sindético/assindético a orações subordinadas. A classificação correta é "reduzida de infinitivo".

A alternativa D é incorreta porque "estudar" não indica finalidade (não equivale a "para estudar").

Questão 5

(i) Perfil: FGV — Auditor Fiscal — Sintaxe do Período (Classificação de orações coordenadas sindéticas adversativas com deslocamento).

"O projeto foi aprovado. Não houve, contudo, consenso sobre os detalhes."

(iii) Enunciado: No período acima, a conjunção "contudo" está deslocada para o meio da segunda oração. A classificação morfossintática da segunda oração é:

  • a) Coordenada sindética adversativa.
  • b) Coordenada sindética conclusiva.
  • c) Subordinada adverbial concessiva.
  • d) Coordenada assindética, pois a conjunção está deslocada.
  • e) Subordinada adverbial adversativa.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A FGV testa a mobilidade sintática das conjunções coordenativas adversativas.

A conjunção "contudo" é adversativa (equivale a "mas", "porém", "no entanto"). Ela pode aparecer no início da oração ("Contudo, não houve consenso") ou deslocada para o meio, entre vírgulas ("Não houve, contudo, consenso").

O deslocamento não altera a classificação: a oração continua sendo coordenada sindética adversativa.

A alternativa D é a pegadinha: afirma que a oração é assindética porque a conjunção está deslocada. Isso é falso; a presença do conectivo "contudo" torna a oração sindética, independentemente da posição.

A alternativa C é incorreta porque "contudo" é coordenativa, não subordinativa. Conjunções concessivas são "embora", "ainda que", "mesmo que".

Questão 6

(i) Perfil: Cebraspe — Analista de Tribunal — Sintaxe da Oração (Enumeração sindética vs assindética).

"Os candidatos aprovados receberão salário, benefícios, vale-transporte e auxílio-alimentação."

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. Na oração acima, a enumeração de termos ("salário, benefícios, vale-transporte e auxílio-alimentação") é classificada como sindética, pois há a presença da conjunção coordenativa aditiva "e" ligando o último termo da série.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa o reconhecimento de enumeração sindética.

A enumeração "salário, benefícios, vale-transporte e auxílio-alimentação" contém a conjunção coordenativa aditiva "e" antes do último termo. Isso a classifica como sindética.

Para que a enumeração fosse assindética, não poderia haver nenhuma conjunção: "salário, benefícios, vale-transporte, auxílio-alimentação" (apenas vírgulas).

O item está correto ao afirmar que a presença do "e" torna a enumeração sindética.

Questão 7

(i) Perfil: FCC — Técnico do MPU — Sintaxe do Período (Distinção entre coordenada explicativa e subordinada adverbial causal).

I. Não demore, porque o filme vai começar.
II. Não saí porque estava chovendo.

(iii) Enunciado: Nas orações I e II, a conjunção "porque" introduz orações com funções sintáticas distintas. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta das orações destacadas ("porque o filme vai começar" e "porque estava chovendo").

  • a) Em ambas, oração subordinada adverbial causal.
  • b) Em I, oração coordenada sindética explicativa; em II, oração subordinada adverbial causal.
  • c) Em I, oração subordinada adverbial causal; em II, oração coordenada sindética explicativa.
  • d) Em ambas, oração coordenada sindética explicativa.
  • e) Em I, oração coordenada assindética; em II, oração subordinada adverbial causal.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FCC testa a distinção entre coordenada explicativa e subordinada causal, ambas com "porque".

Em I ("Não demore, porque o filme vai começar"): A oração principal está no imperativo ("Não demore"), e a segunda oração justifica o comando. As orações são independentes sintaticamente. Logo, "porque o filme vai começar" é coordenada sindética explicativa.

Em II ("Não saí porque estava chovendo"): A oração "porque estava chovendo" estabelece a causa direta do fato expresso na principal ("Não saí"). Há dependência sintática. Logo, é subordinada adverbial causal.

A regra prática: se a oração principal é imperativa ou se a segunda oração é uma justificativa de um comando/solicitação, é coordenada explicativa. Se a segunda oração é a causa de um fato narrado, é subordinada causal.

Questão 8

(i) Perfil: FGV — Jornalista — Sintaxe do Período (Classificação de orações coordenadas sindéticas alternativas).

"Ora estudava para o concurso, ora trabalhava como freelancer."

(iii) Enunciado: No período acima, as orações "Ora estudava para o concurso" e "ora trabalhava como freelancer" são classificadas como:

  • a) Coordenadas sindéticas aditivas.
  • b) Coordenadas sindéticas adversativas.
  • c) Coordenadas sindéticas alternativas.
  • d) Coordenadas assindéticas.
  • e) Subordinadas adverbiais condicionais.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A FGV testa o reconhecimento de orações coordenadas sindéticas alternativas.

A estrutura "ora...ora" é uma conjunção coordenativa alternativa, que indica exclusão mútua ou alternância entre duas ações. As orações são independentes sintaticamente e ligadas por conectivo. Logo, são coordenadas sindéticas alternativas.

A alternativa A é incorreta porque aditivas indicam soma (e, nem), não alternância.

A alternativa B é incorreta porque adversativas indicam oposição (mas, porém), não alternância.

A alternativa D é incorreta porque há conectivo ("ora"), logo não são assindéticas.

Questão 9

(i) Perfil: Vunesp — Advogado — Sintaxe da Oração (Aposto sindético com expressões retificativas).

"O candidato aprovou a medida, ou seja, a nova política de remuneração."

(iii) Enunciado: Na oração acima, o termo "ou seja, a nova política de remuneração" exerce a função sintática de:

  • a) Adjunto adnominal.
  • b) Complemento nominal.
  • c) Oração subordinada substantiva objetiva direta.
  • d) Oração subordinada substantiva apositiva.
  • e) Aposto sindético.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: E

Análise: A Vunesp testa o reconhecimento do aposto sindético com expressão conectiva retificativa.

O termo "ou seja, a nova política de remuneração" explica e retifica o termo anterior "a medida". A expressão "ou seja" funciona como conectivo explicativo que introduz o aposto. Portanto, toda a construção é um aposto sindético.

A alternativa D é a pegadinha: classifica o termo como "oração subordinada substantiva apositiva". No entanto, não se trata de uma oração (não há verbo conjugado), mas sim de um termo nominal isolado por vírgulas e introduzido por expressão conectiva. Aposto é termo acessório da oração, não oração subordinada.

A alternativa A é incorreta porque adjunto adnominal caracteriza o substantivo diretamente, sem isolamento por vírgulas e sem função explicativa.

Questão 10

(i) Perfil: Cebraspe — Analista de Finanças e Controle — Sintaxe do Período (Reescrita de período: transformação de assindéticas em sindéticas e vice-versa).

"O mercado oscilou, os investidores se preocuparam, o governo interveio."

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. A reescrita do período acima que mantém o sentido original e transforma as orações coordenadas assindéticas em coordenadas sindéticas, respeitando a sequência lógica de causa e consequência, seria: "O mercado oscilou, e os investidores se preocuparam, logo o governo interveio."

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa a capacidade de transformar orações coordenadas assindéticas em sindéticas, mantendo o sentido e a lógica do período.

O período original contém três orações coordenadas assindéticas (separadas apenas por vírgulas):

  • "O mercado oscilou"
  • "os investidores se preocuparam"
  • "o governo interveio"

A reescrita proposta insere conectivos coordenativos:

  • "e" (conjunção aditiva) liga a primeira à segunda oração: "O mercado oscilou, e os investidores se preocuparam"
  • "logo" (conjunção conclusiva) liga a segunda à terceira: "..., logo o governo interveio"

A sequência lógica é preservada: a oscilação do mercado causou preocupação nos investidores, e essa situação levou à intervenção do governo (conclusão). As orações permanecem coordenadas (independentes sintaticamente), apenas deixam de ser assindéticas para se tornarem sindéticas (aditiva e conclusiva, respectivamente).

O item está correto ao afirmar que a reescrita mantém o sentido original e aplica adequadamente os conectivos coordenativos.

rico

Bacharel em administração, especialização em gestão financeira, gestão governamental, perito em contabilidade, analista de investimento e especialista em mercado financeiro.

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