Classes e Funções dos Pronomes na Morfossintaxe Normativa

A língua portuguesa utiliza um sistema de referência dinâmico para situar os interlocutores, os objetos e as ideias no tempo e no espaço. Os pronomes não possuem significado lexical fixo; seu valor semântico é puramente relacional, dependendo inteiramente do contexto do discurso para identificar a quem ou a que se referem. Essa característica confere aos pronomes um papel central na coesão textual e na estruturação sintática das orações, uma vez que sua classificação morfológica dita diretamente as funções sintáticas que podem desempenhar e as regras de concordância que devem obedecer.

Pronomes Pessoais: A Referência às Pessoas do Discurso

Os pronomes pessoais substituem os nomes, indicando diretamente as pessoas do discurso. Dividem-se em dois casos morfossintáticos fundamentais, cuja distinção define a função sintática na oração.

Pronomes do Caso Reto

Formas: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas.

Condição de aplicação: Exercem exclusivamente a função de sujeito ou predicativo do sujeito na oração. Nunca atuam como complemento verbal ou nominal.

Exemplo: "Ela entregou o relatório." (Sujeito).

Pronomes do Caso Oblíquo

Formas: me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, a, lhe, se, si, consigo (átonos e tônicos).

Condição de aplicação: Exercem funções de complemento (objeto direto, objeto indireto) ou são regidos por preposição. Não podem atuar como sujeito.

Exemplo: "O diretor convidou-me." (Objeto direto). "O diretor falou a mim." (Objeto indireto).

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A distinção entre pronome do caso reto e oblíquo é a base para a resolução de questões de concordância e regência. A banca apresenta frases como "Para mim fazer" (errado, pois "mim" não pode ser sujeito) e exige a correção para "Para eu fazer". O uso de "lhe" (objeto indireto) versus "o/a" (objeto direto) também é cobrança frequente em testes de regência verbal.

Pronomes de Tratamento

Formas: você, senhor, Vossa Excelência, Vossa Majestade, etc.

Condição de aplicação: Embora se dirijam à segunda pessoa do discurso (o interlocutor), a concordância verbal e pronominal é feita obrigatoriamente na terceira pessoa.

Exemplo: "Vossa Excelência deverá apresentar seu voto." (E não "devereis" ou "vosso").

Pronomes Possessivos e Demonstrativos: Espaço, Tempo e Posse

Pronomes Possessivos

Indicam a pessoa gramatical a que pertence o ser possuído. Formas: meu, teu, seu, nosso, vosso e suas flexões.

Armadilha de ambiguidade: O pronome "seu" pode referir-se à 2ª ou à 3ª pessoa. Em textos formais, a ambiguidade deve ser evitada substituindo-se o possessivo por uma locução preposicionada.

Exemplo: "O candidato entregou sua caneta." (Dele ou de você? Melhor: "A caneta dele").

Pronomes Demonstrativos

Localizam os seres em relação ao espaço, ao tempo ou ao próprio discurso. Formas principais: este, esse, aquele (e variações).

1. No Espaço:

  • Este: perto do falante.
  • Esse: perto do ouvinte.
  • Aquele: longe de ambos.

2. No Tempo:

  • Este: tempo presente (este ano).
  • Esse: passado próximo ou futuro próximo.
  • Aquele: passado ou futuro distante.

3. No Discurso (Anáfora e Catáfora):

  • Este: anuncia o que vai ser dito (catáfora).
  • Esse: retoma o que já foi dito (anáfora).

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A cobrança em interpretação de texto foca na função coesiva dos demonstrativos. A banca pergunta a que termo o pronome "esse" está se referindo no parágrafo anterior. A distinção entre catáfora (apontar para frente) e anáfora (apontar para trás) é essencial para a compreensão da progressão textual.

Pronomes Indefinidos e Interrogativos

Pronomes Indefinidos

Substituem os substantivos indicando uma quantidade ou identidade vaga, imprecisa. Exemplos: alguém, ninguém, tudo, nada, cada, certo, outro.

Condição de aplicação: Quando antecedem um substantivo, funcionam como adjetivos indefinidos (ex: "certas pessoas"). Quando substituem o substantivo, são pronomes indefinidos (ex: "certas chegaram atrasadas").

Pronomes Interrogativos

Utilizados na formulação de perguntas diretas ou indiretas. Formas: que, quem, qual, quanto.

Exemplo: "Qual documento você trouxe?" (Pergunta direta). "Não sei qual documento você trouxe." (Pergunta indireta).

Pronomes Relativos: O Elo da Subordinação

O pronome relativo representa um termo dito anteriormente (antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva. Além de conectar as orações, o pronome relativo exerce uma função sintática dentro da oração que ele mesmo introduz.

Principais Pronomes Relativos e suas Funções

  • Que: O mais universal. Pode ser sujeito, objeto direto, etc. (O livro que li).
  • Quem: Refere-se a pessoas, sempre precedido de preposição. (A pessoa a quem me dirigi).
  • Onde: Refere-se exclusivamente a lugar físico. (A cidade onde moro).
  • Cujo: Indica posse. Concorda em gênero e número com a coisa possuída.

As Regras Invioláveis do "Cujo"

O pronome relativo "cujo" é alvo de frequentes desvios na linguagem coloquial e, por isso, é rigorosamente cobrado em avaliações. Suas regras de aplicação são absolutas:

  1. Nunca admite artigo depois de si (Incorreto: "cujo o livro"; Correto: "cujo livro").
  2. Concorda em gênero e número com o substantivo que vem depois dele (o possuído), e não com o antecedente (o possuidor). Ex: "O autor cuja obra li..." (A obra é feminina, logo "cuja").
  3. Não pode ser substituído por "de quem" ou "do qual" em contextos de posse direta.

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] O uso do "cujo" é uma das armadilhas mais clássicas. A banca apresenta frases como "O autor cujo o livro sumiu" e exige a identificação do erro (presença do artigo "o"). Outra cobrança frequente é a distinção entre o pronome relativo "que" e a conjunção integrante "que" em questões de análise sintática de orações subordinadas.

Mapa Mental: Sistema Pronominal

  • Pronomes Pessoais
    • Caso Reto: Função de sujeito (eu, tu, ele...).
    • Caso Oblíquo: Função de complemento (me, mim, o, a, lhe...).
    • Tratamento: Concordância na 3ª pessoa (Vossa Excelência deverá).
  • Possessivos e Demonstrativos
    • Possessivos: Cuidado com a ambiguidade do "seu" (usar "dele/dela").
    • Demonstrativos:
      • Espaço: Este (perto), Esse (médio), Aquele (longe).
      • Discurso: Este (catáfora/anuncia), Esse (anáfora/retoma).
  • Indefinidos e Interrogativos
    • Indefinidos: Ideia vaga (alguém, nenhum, certo).
    • Interrogativos: Perguntas diretas/indiretas (que, quem, qual).
  • Pronomes Relativos
    • Natureza: Retomam antecedente e introduzem oração adjetiva.
    • Que: Universal, exerce função sintática na oração seguinte.
    • Quem: Apenas para pessoas, exige preposição.
    • Onde: Apenas para lugar físico.
    • Cujo: Indica posse.
      • Regra 1: Jamais aceita artigo posterior.
      • Regra 2: Concorda com o termo possuído (o que vem depois).

Conclusão

O domínio do sistema pronominal transcende a memorização de paradigmas flexionais; exige a compreensão de como a língua portuguesa gerencia a referência, a coesão e a hierarquia sintática. A escolha do pronome adequado define não apenas a correção gramatical, mas a clareza e a precisão do discurso formal. A distinção entre os casos reto e oblíquo, por exemplo, é o que garante a estruturação lógica da oração, impedindo que complementos assumam indevidamente o posto de sujeito.

Na prática avaliativa, a análise dos pronomes deve ser sempre contextualizada. O valor de um demonstrativo ou a função de um relativo só podem ser aferidos mediante a leitura atenta do período que os antecede e os sucede. O erro mais recorrente entre os candidatos é tratar os pronomes como ilhas isoladas, ignorando que sua natureza é intrinsecamente relacional. A verificação rigorosa da regência do "cujo", da concordância dos pronomes de tratamento e da função sintática dos oblíquos constitui o alicerce para a resolução segura de questões de sintaxe e interpretação textual.

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Questão 1

Perfil: FGV — Analista Administrativo — Morfossintaxe (Pronome do caso reto como sujeito de verbo no infinitivo).

I. Para mim, é fundamental que o projeto seja aprovado.
II. Para eu fazer o relatório, precisei ficar até tarde.

Enunciado: Sobre o uso dos pronomes pessoais nas orações acima, assinale a alternativa que explica corretamente a classificação e a função sintática de "mim" (I) e "eu" (II).

  • a) Em I, "mim" é pronome do caso reto e atua como sujeito; em II, "eu" é pronome do caso oblíquo e atua como objeto.
  • b) Em I, "mim" é pronome do caso oblíquo e não pode atuar como sujeito; em II, "eu" é pronome do caso reto e atua como sujeito do verbo no infinitivo "fazer".
  • c) Em ambas as orações, os pronomes estão no caso reto, pois antecedam verbos.
  • d) Em I, "mim" deveria ser substituído por "eu" para atuar como sujeito de "é"; em II, "eu" está incorreto e deveria ser "mim".
  • e) Em I, "mim" é pronome demonstrativo; em II, "eu" é pronome pessoal do caso oblíquo.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FGV testa a distinção clássica entre pronomes do caso reto e oblíquo. Na oração I, o pronome "mim" é precedido pela preposição "para". Pronomes pessoais do caso oblíuo tônico (mim, ti, si) são usados após preposições, mas nunca podem atuar como sujeito. O sujeito da oração "é fundamental..." é a oração subordinada "que o projeto seja aprovado". Na oração II, o pronome "eu" é do caso reto e atua como sujeito do verbo no infinitivo "fazer". A regra de ouro é: se o pronome for sujeito do verbo, mesmo que este esteja no infinitivo, deve-se usar o pronome do caso reto (eu, tu, ele). A alternativa B descreve perfeitamente essa regra.

Questão 2

Perfil: Cebraspe — Técnico Judiciário (TRT) — Morfologia (Concordância com pronomes de tratamento).

"Vossa Excelência deve apresentar vossos documentos na secretaria."

Enunciado: Julgue o item a seguir. A oração acima está gramaticalmente incorreta quanto à concordância pronominal e verbal. De acordo com a norma culta, os pronomes de tratamento, embora se dirijam à segunda pessoa do discurso, exigem que os verbos e os pronomes possessivos associados a eles sejam flexionados na terceira pessoa.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa a regra de concordância dos pronomes de tratamento. A frase original utiliza "vossos" (2ª pessoa do plural), o que está incorreto. A norma culta determina que, ao nos dirigirmos a alguém usando um pronome de tratamento (como Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a concordância verbal e dos pronomes possessivos deve ser feita na terceira pessoa. A forma correta seria: "Vossa Excelência deve apresentar seus documentos na secretaria." O item está correto ao afirmar que a oração original está incorreta e ao explicar a regra da terceira pessoa.

Questão 3

Perfil: FCC — Analista Judiciário (TJ) — Sintaxe e Coesão Textual (Pronomes demonstrativos e referência anafórica).

"O projeto foi aprovado pelo conselho. Esse fato alegrará todos os funcionários."

Enunciado: No período acima, o pronome demonstrativo "Esse" é empregado para:

  • a) Anunciar uma informação que será apresentada na oração seguinte (catáfora).
  • b) Retomar uma informação já mencionada no contexto anterior (anáfora).
  • c) Indicar proximidade espacial em relação ao falante.
  • d) Substituir um substantivo que ainda será mencionado no texto.
  • e) Estabelecer uma relação de posse com o termo "conselho".
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FCC explora a função coesiva dos pronomes demonstrativos no texto. O pronome "esse" (e suas variações) é utilizado para retomar elementos já citados anteriormente no discurso (função anafórica). Na frase, "Esse fato" retoma a informação de que "O projeto foi aprovado pelo conselho". Se o pronome fosse "este", estaria anunciando algo que ainda seria dito (catáfora) ou indicando proximidade espacial/temporal. A alternativa B identifica corretamente a função de retomada (anáfora).

Questão 4

Perfil: Vunesp — Escrevente Técnico Judiciário — Morfologia e Interpretação (Ambiguidade dos pronomes possessivos).

"O advogado encontrou o cliente e seu carro na garagem."

Enunciado: A frase acima apresenta um problema de clareza devido ao uso do pronome possessivo. Assinale a alternativa que reescreve o período eliminando a ambiguidade, deixando claro que o carro pertence ao cliente.

  • a) "O advogado encontrou o cliente e o carro dele na garagem."
  • b) "O advogado encontrou o cliente e o seu carro na garagem."
  • c) "O advogado encontrou o cliente e o carro deste na garagem."
  • d) "O advogado encontrou o cliente e o carro na garagem."
  • e) "O advogado encontrou o cliente e seu próprio carro na garagem."
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A Vunesp testa o reconhecimento da ambiguidade gerada pelo pronome possessivo "seu". Na frase original, "seu carro" pode referir-se tanto ao advogado quanto ao cliente. Para eliminar a ambiguidade na norma culta, deve-se substituir o possessivo por uma locução preposicionada ou usar os pronomes demonstrativos "deste" (para o mais próximo/último mencionado) ou "deste" (para o mais distante). A alternativa A utiliza a locução "dele", que, no contexto, refere-se claramente ao cliente (o último substantivo mencionado antes do possessivo). A alternativa C também estaria correta se usasse "deste" (referindo-se ao cliente), mas a alternativa A é a mais direta e usual para desambiguar. A alternativa B mantém a ambiguidade.

Questão 5

Perfil: FGV — Auditor Fiscal — Sintaxe da Oração (Regras de uso do pronome relativo "cujo").

"O autor cujo o livro foi premiado compareceu à cerimônia."

Enunciado: A frase acima apresenta um erro gramatical no emprego do pronome relativo "cujo". Assinale a alternativa que apresenta a correção adequada e a regra violada.

  • a) "O autor cujo livro foi premiado..." - O pronome "cujo" não admite artigo depois de si.
  • b) "O autor de cujo livro foi premiado..." - O pronome "cujo" exige a preposição "de" antes de si.
  • c) "O autor cuja o livro foi premiado..." - O pronome "cujo" deve concordar em gênero com o antecedente.
  • d) "O autor que o livro foi premiado..." - O pronome "cujo" deve ser substituído por "que" quando não há posse.
  • e) "O autor o qual o livro foi premiado..." - O pronome "cujo" deve ser substituído por "o qual" em casos de posse.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A FGV testa as regras invioláveis do pronome relativo "cujo". A frase original comete o erro de inserir o artigo "o" logo após o "cujo" ("cujo o livro"). Uma das regras absolutas do "cujo" é que ele nunca admite artigo depois de si. Além disso, ele deve concordar em gênero e número com o substantivo possuído (o termo que vem depois dele). A correção é simplesmente remover o artigo: "O autor cujo livro foi premiado...". A alternativa A aponta corretamente o erro e a regra violada.

Questão 6

Perfil: Cebraspe — Analista de Tribunal — Sintaxe da Oração (Uso do pronome relativo "onde").

"A situação onde nos encontramos exige muita cautela."

Enunciado: Julgue o item a seguir. A oração acima está gramaticalmente incorreta quanto ao uso do pronome relativo. O pronome "onde" deve ser utilizado exclusivamente para retomar antecedentes que indiquem lugar físico. Para retomar "situação", o pronome relativo adequado seria "em que" ou "na qual".

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa a restrição semântica do pronome relativo "onde". Pela norma culta, o pronome "onde" só pode ser utilizado quando o antecedente for um lugar físico (ex: "A casa onde moro"). Na frase, o antecedente é "A situação", que é um conceito abstrato, não um lugar físico. Portanto, o uso do "onde" está incorreto. A forma adequada para retomar "situação" é utilizar os pronomes relativos "em que" ou "na qual" ("A situação em que nos encontramos..."). O item está perfeitamente correto.

Questão 7

Perfil: FCC — Técnico do MPU — Sintaxe do Período (Distinção entre pronome relativo e conjunção integrante).

I. O relatório que você enviou está correto.
II. É necessário que você envie o relatório.

Enunciado: Nas orações I e II, a palavra "que" assume classes morfológicas distintas. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do "que" em I e em II, respectivamente.

  • a) Pronome relativo e conjunção integrante.
  • b) Conjunção integrante e pronome relativo.
  • c) Pronome relativo e pronome relativo.
  • d) Conjunção integrante e conjunção integrante.
  • e) Pronome substantivo e conjunção integrante.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A FCC testa a distinção fundamental entre pronome relativo e conjunção integrante. Na oração I ("O relatório que você enviou..."), o "que" retoma o antecedente "relatório" e exerce função sintática na oração que introduz (objeto direto de "enviou": você enviou o relatório). Logo, é pronome relativo. Na oração II ("É necessário que você envie..."), o "que" não retoma antecedente, não exerce função sintática interna e a oração inteira pode ser substituída por "ISSO" ("É necessário ISSO"). Logo, é conjunção integrante. A alternativa A apresenta a sequência correta.

Questão 8

Perfil: Vunesp — Advogado — Morfologia (Classificação de pronomes indefinidos).

"Certas pessoas não conseguem entender certos regulamentos."

Enunciado: Na oração acima, as palavras "Certas" e "certos" classificam-se morfologicamente como:

  • a) Pronomes pessoais do caso reto.
  • b) Adjetivos indefinidos.
  • c) Pronomes adjetivos indefinidos.
  • d) Pronomes substantivos indefinidos.
  • e) Numerais multiplicativos.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A Vunesp testa a distinção entre pronome adjetivo e pronome substantivo. A palavra "certo" pode atuar como pronome substantivo (quando substitui o substantivo: "Certos chegaram atrasados") ou como pronome adjetivo (quando acompanha o substantivo, determinando-o de forma vaga: "Certas pessoas"). Na frase, "Certas" acompanha o substantivo "pessoas" e "certos" acompanha o substantivo "regulamentos". Como estão acompanhando e determinando os substantivos, classificam-se como pronomes adjetivos indefinidos. A alternativa C está correta.

Questão 9

Perfil: FGV — Jornalista — Morfossintaxe (Uso dos pronomes oblíquos átonos "o/a" vs "lhe").

"O cargo lhe compete por lei."

Enunciado: Na oração acima, o uso do pronome oblíquo "lhe" está correto. Assinale a alternativa que explica a função sintática do pronome e a transitividade do verbo "competir" nesse contexto.

  • a) O pronome "lhe" atua como objeto direto, pois o verbo "competir" é transitivo direto no sentido de "ser da alçada de".
  • b) O pronome "lhe" atua como objeto indireto, pois o verbo "competir" é transitivo indireto no sentido de "ser da alçada de" ou "dizer respeito a".
  • c) O pronome "lhe" deveria ser substituído por "o", pois o verbo "competir" exige objeto direto.
  • d) O pronome "lhe" atua como complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo "cargo".
  • e) O pronome "lhe" é incorreto; o verbo "competir" é intransitivo e não exige complemento.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FGV testa a regência verbal e o uso correto dos pronomes oblíquos. O verbo "competir", no sentido de "ser da alçada de", "dizer respeito a" ou "caber a", é transitivo indireto e exige a preposição "a". Como o pronome oblíquo "lhe" substitui um objeto indireto (equivale a "a ele" ou "a ela"), seu uso está perfeitamente correto na frase ("O cargo compete a ele" -> "O cargo lhe compete"). Se fosse objeto direto, usaríamos "o/a". A alternativa B descreve corretamente a função de objeto indireto e a transitividade do verbo.

Questão 10

Perfil: Cebraspe — Analista de Finanças e Controle — Sintaxe da Oração (Uso do pronome relativo "quem").

"A pessoa quem me ajudou será premiada."

Enunciado: Julgue o item a seguir. A oração acima está gramaticalmente incorreta. O pronome relativo "quem" deve ser utilizado exclusivamente para retomar antecedentes que se refiram a pessoas e, obrigatoriamente, deve ser precedido de preposição. Na frase, o pronome relativo adequado para o sujeito da oração adjetiva seria o "que".

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa as regras de uso do pronome relativo "quem". O pronome "quem" refere-se apenas a pessoas, mas sua regra de ouro é que ele exige preposição (ex: "A pessoa a quem me dirigi..."). Na frase original, o pronome atua como sujeito do verbo "ajudou" ("A pessoa que me ajudou..."). Como não há preposição e a função é de sujeito, o pronome relativo correto é o "que". O uso do "quem" sem preposição é considerado erro gramatical na norma culta. O item está correto ao apontar o erro e indicar que o pronome adequado seria o "que".

rico

Bacharel em administração, especialização em gestão financeira, gestão governamental, perito em contabilidade, analista de investimento e especialista em mercado financeiro.

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