A regência gramatical estuda as relações de dependência entre os termos da oração, mapeando como verbos, substantivos, adjetivos e advérbios exigem ou dispensam complementos para completar seu sentido. A preposição atua como o elo fundamental nessas conexões. O domínio dessas relações sintáticas, aliado às regras de ocorrência do acento grave indicativo de crase, é indispensável para a clareza textual, a adequação à norma-padrão e a resolução de questões de análise linguística em avaliações de alto nível.
Regência Nominal
A regência nominal trata da relação entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos que o complementam. A preposição é sempre a intermediária dessa ligação. A escolha da preposição depende da tradição gramatical e do sentido que se deseja atribuir ao termo regente.
- Substantivos: respeito a (ou para com), compaixão de (ou por), união a (ou com, entre).
- Adjetivos: acessível a, compatível com, atencioso com (ou para com), desgostoso com (ou de).
- Advérbios: rente a, perto de, longe de.
🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A regência nominal costuma ser cobrada em questões de reescrita ou substituição lexical. A banca explora a troca indevida de preposições que altera a correção gramatical ou o sentido original da frase.
Regência Verbal
A regência verbal analisa a relação entre o verbo e seus complementos (objetos) ou termos que lhe indicam circunstância (adjuntos adverbiais). A classificação do verbo quanto à sua predicação dita a necessidade e o tipo de preposição.
- Verbo Intransitivo (VI): possui sentido completo e não exige complemento. Pode vir acompanhado de adjuntos adverbiais que indicam circunstâncias (tempo, lugar, modo), mas estes não são objetos. Exemplo: O vento soprou forte ontem.
- Verbo Transitivo Direto (VTD): exige complemento sem preposição obrigatória. O complemento é o objeto direto. Exemplo: A empresa contratou novos analistas.
- Verbo Transitivo Indireto (VTI): exige complemento introduzido por preposição. O complemento é o objeto indireto. Exemplo: O diretor retornou de Curitiba.
- Verbo Transitivo Direto e Indireto (VTDI): exige dois complementos, um sem preposição (coisa) e outro com preposição (pessoa ou destino). Exemplo: Entreguei o relatório à gerência.
🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A transitividade verbal é a base para a identificação de objetos, a correta aplicação da voz passiva e o uso dos pronomes oblíquos o/a (para OD) e lhe (para OI). Bancas frequentemente apresentam verbos que mudam de transitividade conforme o sentido.
Verbos de Regência Variável e Casos Notáveis
Determinados verbos alteram sua transitividade de acordo com o significado que assumem no contexto. A confusão entre esses sentidos gera os erros mais frequentes em provas.
- Aspirar: no sentido de sorver, cheirar, é VTD (Aspirou o perfume das flores). No sentido de almejar, pretender, é VTI com a preposição a (O candidato aspirava à vaga).
- Chamar: no sentido de convocar, é VTD (Chamou o funcionário). No sentido de invocar, é VTI com por (Chamou por ajuda). No sentido de qualificar, admite VTD com ou sem a preposição de (Chamou-o ingrato ou Chamou-o de ingrato).
- Esquecer / Lembrar: no sentido de perder ou reter da memória, sem pronome oblíquo, são VTD (Esqueceu o documento). Quando pronominais, tornam-se VTI e exigem a preposição de (Esqueceu-se do documento).
- Responder: no sentido de dar resposta a alguém ou a uma pergunta, é VTI com a (Respondeu ao juiz). No sentido de dar resposta a uma coisa (carta, e-mail, prova), é VTD (Respondeu o e-mail). No sentido de ser responsável, é VTI com por (Responde pelo setor).
- Ensinar: no sentido de instruir pessoas, é VTI com a (Ensinou aos alunos). No sentido de transmitir um conteúdo (coisa), é VTD (Ensinou a matéria).
🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A dupla regência de verbos como aspirar, esquecer e responder é presença garantida em questões de correção gramatical. A pegadinha clássica é usar aspirar (almejar) como VTD ou esquecer pronominal sem a preposição de.
Pronome Relativo e Preposição
Quando o verbo da oração adjetiva exige preposição, esta deve ser colocada antes do pronome relativo, garantindo a regência correta.
- Com que ou o qual: O autor do qual sou fã venceu o prêmio. (Quem é fã, é fã de alguém).
- Com cujo: Este é o quadro a cujo pintor aludi. (Quem alude, alude a alguém).
- Com onde e aonde: O bairro aonde foram é inóspito. (Quem vai, vai a algum lugar).
- Com donde: A cidade donde vinha é pacata. (Quem vem, vem de algum lugar).
🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A colocação da preposição antes do pronome relativo é cobrada em reescrita de períodos. O erro mais comum é deixar a preposição no final da oração ou omiti-la quando exigida pelo verbo.
Crase: Conceito e Mecanismo
A crase não é um acento, mas o fenômeno da fusão de duas vogais idênticas. Na escrita, é marcada pelo acento grave (`). Ocorre, fundamentalmente, quando um termo regente exige a preposição a e o termo regido admite o artigo feminino a (ou as), ou quando a preposição a se funde com o a inicial dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo.
- Fusão com artigo: Fomos à feira (Fomos a preposição + a artigo feira).
- Fusão com pronome demonstrativo: Referiu-se àquela atitude (Referiu-se a preposição + aquela pronome).
- Fusão com pronome demonstrativo a: Entregou o prêmio à mais votada (Entregou a preposição + a pronome demonstrativo oculto "a [menina]" mais votada).
Teste prático de validação: substitua a palavra feminina por uma masculina. Se a preposição a se transformar em ao, a crase é obrigatória. Exemplo: Fui à praia → Fui ao clube. Se não houver transformação, não há crase.
🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] O teste de substituição por termo masculino é a ferramenta mais eficaz para resolver questões de crase. Bancas exploram a ausência de artigo em palavras masculinas para invalidar o uso do acento grave.
Proibições e Restrições da Crase
A ausência da preposição ou do artigo impede a ocorrência da crase. É terminantemente proibido usar o acento grave nos seguintes casos:
- Antes de palavras masculinas: Andar a cavalo, pagar a prazo. (Exceção: se a expressão à moda de estiver subentendida, como em bife à [moda do] Osvaldo Aranha).
- Antes de verbos no infinitivo: Estou disposto a fazer, Começou a chover.
- Antes de pronomes pessoais, de tratamento (exceto senhora e senhorita), e da maioria dos pronomes indefinidos e relativos: Recorreu a mim, Dirigiu-se a Vossa Excelência, Referiu-me a todas as pessoas.
- Antes de substantivos femininos usados em sentido genérico ou plural sem artigo: Não vou a festas, Não conte a ninguém.
- Antes de nomes próprios que não admitem artigo: Viajou a Paris. (Se o nome admitir artigo ou vier determinado, a crase ocorre: Viajou à Paris dos meus sonhos).
- Antes da palavra casa (no sentido de lar próprio) e terra (no sentido de chão, oposto de bordo), quando não especificadas: Voltou a casa, Os marinheiros desceram a terra. (Se houver especificação, a crase é obrigatória: Foi à casa do amigo).
- Em locuções formadas por palavras repetidas: Frente a frente, Dia a dia.
- Antes de numerais cardinais em sentido genérico: A fábrica fica a seis quilômetros.
🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] As proibições de crase antes de verbos, pronomes pessoais/indefinidos e palavras masculinas são as mais cobradas. A pegadinha frequente é inserir o acento grave antes de pronomes como ela, você ou todas.
Casos Obrigatórios e Facultativos
A crase é obrigatória em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas por palavras femininas:
- Tempo: à tarde, à noite, às vezes.
- Modo/Lugar: à direita, à esquerda, à distância (apenas se determinada: O gol estava à distância de 30 metros; se indeterminada, não há crase: Ensino a distância).
- Proporção/Condição: à medida que, à proporção que.
- Locução prepositiva até a: Fui até à praça. (O uso é facultativo, mas gramaticalmente aceito e frequente na norma culta).
O uso da crase é facultativo em apenas dois casos:
- Antes de nomes próprios femininos: Entreguei o presente a Júlia (ou à Júlia).
- Antes de pronomes possessivos femininos no singular: Refiro-me a minha mãe (ou à minha mãe).
🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] As locuções adverbiais femininas e a distinção entre "a distância" e "à distância de" são temas recorrentes. A facultatividade antes de possessivos também surge em questões que pedem a identificação de alternativas que admitem dupla grafia correta.
Mapa mental
- Regência e Crase
- Regência Nominal
- Relação entre nome (substantivo, adjetivo, advérbio) e complemento.
- Exige preposição: acessível a, rente a, respeito a.
- 🟡 Cobrança em reescrita e substituição lexical.
- Regência Verbal
- VI: sentido completo, sem objeto (O vento soprou).
- VTD: objeto direto, sem preposição (Contratou analistas).
- VTI: objeto indireto, com preposição (Retornou de Manaus).
- VTDI: dois complementos (Entregou o relatório à gerência).
- 🔴 Base para voz passiva e pronomes oblíquos.
- Verbos Notáveis
- Aspirar: sorver (VTD) / almejar (VTI com a).
- Esquecer/Lembrar: sem pronome (VTD) / pronominal (VTI com de).
- Responder: à pergunta (VTI) / ao e-mail (VTD) / pelo setor (VTI com por).
- Chamar: convocar (VTD) / invocar (VTI) / qualificar (VTD com/sem de).
- 🔴 Pegadinhas clássicas de transitividade variável.
- Pronome Relativo
- Preposição antes do pronome se o verbo da oração adjetiva exigir.
- Exemplo: O autor do qual sou fã.
- Crase
- Fusão de preposição a + artigo a / pronome demonstrativo.
- Teste prático: trocar feminino por masculino (se virar ao, há crase).
- Proibições:
- Antes de masculinas, verbos, pronomes pessoais/indefinidos.
- Plural genérico (a festas), casa (lar) e terra (chão) sem especificação.
- Obrigatoriedade: locuções femininas (à tarde, à medida que).
- Facultativo: nomes próprios femininos e possessivos femininos.
- 🔴 Foco nas proibições e no teste de substituição.
- Regência Nominal
Conclusão
A análise rigorosa da regência nominal e verbal, somada ao domínio das regras de crase, permite a construção de períodos sintaticamente coesos e semanticamente precisos. Em contextos avaliativos, a resolução de questões exige a identificação prévia da transitividade do verbo e a verificação da presença simultânea da preposição exigida pelo termo regente e do artigo admitido pelo termo regido.
Na prática de revisão textual e resolução de provas, aplique sistematicamente o teste de substituição do termo feminino por um masculino para validar a crase. Verifique sempre se verbos como aspirar, esquecer e responder estão acompanhados das preposições adequadas ao seu sentido no contexto. O erro mais recorrente e severamente penalizado em certificações consiste na inserção do acento grave antes de verbos, pronomes pessoais e palavras masculinas, violando a natureza morfossintática da contração vocálica.
Questão 1 — Regência Verbal: Assistir
Banca: FGV (adaptada). Cargo: Analista Administrativo. Perfil: Transitividade do verbo assistir em seus diferentes sentidos.
Assinale a alternativa em que o verbo "assistir" está empregado em estrita conformidade com a norma-padrão.
- A) O médico assistiu ao paciente durante toda a noite.
- B) Nós assistimos o documentário sobre a natureza.
- C) Os estudantes assistiram à palestra do renomado cientista.
- D) O técnico assistiu ao jogador lesionado no campo.
- E) Ela assistiu a novela das oito na televisão.
Ver gabarito e análise detalhada
Gabarito: alternativa C.
- A) Errada: No sentido de "dar assistência" ou "acompanhar", o verbo assistir é transitivo direto, sem preposição. O correto é "assistiu o paciente".
- B) Errada: No sentido de "ver" ou "presenciar", o verbo assistir é transitivo indireto e exige a preposição "a". O correto é "assistimos ao documentário".
- C) Correta: No sentido de "ver" ou "presenciar", o verbo é transitivo indireto. A preposição "a" funde-se com o artigo feminino "a" de "palestra", ocorrendo a crase: "assistiram à palestra".
- D) Errada: No sentido de "prestar assistência", é transitivo direto. O correto é "assistiu o jogador".
- E) Errada: No sentido de "ver", exige a preposição "a". Como "novela" é substantivo feminino determinado, ocorre crase. O correto é "assistiu à novela".
Questão 2 — Regência Verbal: Esquecer e Lembrar
Banca: FCC (adaptada). Cargo: Técnico Judiciário. Perfil: Pronominalidade e regência dos verbos esquecer e lembrar.
Assinale a alternativa correta quanto à regência dos verbos "esquecer" e "lembrar".
- A) Eu me esqueci o nome daquela rua.
- B) Nós lembramos de você durante a viagem.
- C) O candidato se lembrou de todas as respostas.
- D) Eles se esqueceram o documento em casa.
- E) Eu não me lembro o nome daquele autor.
Ver gabarito e análise detalhada
Gabarito: alternativa C.
- A) Errada: Quando pronominais, os verbos "esquecer" e "lembrar" tornam-se transitivos indiretos e exigem a preposição "de". O correto é "me esqueci do nome".
- B) Errada: Sem o pronome oblíquo, os verbos são transitivos diretos e não admitem preposição. O correto seria "lembramos você" (ou, com pronome, "nos lembramos de você").
- C) Correta: O verbo está na forma pronominal ("se lembrou"), o que o torna transitivo indireto, exigindo corretamente a preposição "de".
- D) Errada: Na forma pronominal, exige a preposição "de". O correto é "se esqueceram do documento".
- E) Errada: Na forma pronominal, exige a preposição "de". O correto é "me lembro do nome".
Questão 3 — Regência Verbal: Verbos de Movimento
Banca: VUNESP (adaptada). Cargo: Assistente Social. Perfil: Regência de verbos que indicam movimento (chegar, ir, voltar).
Assinale a alternativa em que a regência dos verbos de movimento está em conformidade com a norma-padrão.
- A) Nós chegamos na estação bem cedo.
- B) Fui no mercado comprar frutas.
- C) Eles voltaram em casa para almoçar.
- D) A encomenda chegou ao destino previsto.
- E) Nós vamos na praia todos os verões.
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Gabarito: alternativa D.
- A) Errada: O verbo "chegar", indicando destino ou lugar, exige a preposição "a", e não "em". O correto é "chegamos à estação".
- B) Errada: O verbo "ir" exige a preposição "a". O correto é "Fui ao mercado".
- C) Errada: O verbo "voltar" exige a preposição "a" ou "para". O correto é "voltaram para casa" ou "voltaram a casa".
- D) Correta: O verbo "chegar" rege a preposição "a" para indicar destino, formando a contração "ao" (a + o). A regência está perfeita.
- E) Errada: O verbo "ir" exige a preposição "a". O correto é "vamos à praia".
Questão 4 — Regência Nominal
Banca: CESPE/CEBRASPE (adaptada). Cargo: Auditor de Controle Externo. Perfil: Preposições exigidas por substantivos e adjetivos.
Assinale a alternativa em que a regência nominal está correta, de acordo com a norma culta.
- A) A nova regra é compatível a nossa realidade.
- B) O servidor mostrou-se atencioso com o público.
- C) O prédio fica rente do muro vizinho.
- D) Ela é muito chegada em festas e badalações.
- E) Tenho respeito para os idosos da comunidade.
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Gabarito: alternativa B.
- A) Errada: O adjetivo "compatível" rege a preposição "com". O correto é "compatível com a nossa realidade".
- B) Correta: O adjetivo "atencioso" rege a preposição "com" (ou "para com"). A construção está gramaticalmente impecável.
- C) Errada: O adjetivo "rente" rege a preposição "a". O correto é "rente ao muro".
- D) Errada: O adjetivo "chegado" (no sentido de afeiçoado) rege a preposição "a". O correto é "chegada a festas".
- E) Errada: O substantivo "respeito" rege a preposição "a" ou "para com". O correto é "respeito aos idosos" ou "respeito para com os idosos".
Questão 5 — Crase: Proibições
Banca: IBFC (adaptada). Cargo: Enfermeiro. Perfil: Casos em que não ocorre crase.
Assinale a alternativa em que o uso do acento grave indicativo de crase está CORRETO, respeitando as proibições gramaticais.
- A) Refiro-me à qualquer pessoa desta sala.
- B) Estamos dispostos à colaborar com o projeto.
- C) O documento foi entregue à Vossa Excelência.
- D) A reunião começará às oito horas da manhã.
- E) Ele andava à pé pela cidade.
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Gabarito: alternativa D.
- A) Errada: É proibido o uso de crase antes de pronomes indefinidos (como "qualquer"). O correto é "a qualquer".
- B) Errada: É proibido o uso de crase antes de verbos no infinitivo ("colaborar"). O correto é "a colaborar".
- C) Errada: É proibido o uso de crase antes da maioria dos pronomes de tratamento (como "Vossa Excelência"). O correto é "a Vossa Excelência".
- D) Correta: A crase é obrigatória em locuções adverbiais femininas que indicam horas determinadas. "Às oito horas" está correto.
- E) Errada: É proibido o uso de crase antes de palavras masculinas ("pé"). O correto é "a pé".
Questão 6 — Crase: Locuções e Casos Obrigatórios
Banca: FGV (adaptada). Cargo: Analista de Sistemas. Perfil: Crase em locuções adverbiais e conjuntivas.
Assinale a alternativa em que o emprego da crase é obrigatório e está corretamente aplicado.
- A) O navio estava à bordo do porto.
- B) Eles ficaram frente à frente na discussão.
- C) A população cresceu à medida que novas indústrias chegaram.
- D) O atleta correu à pé até a linha de chegada.
- E) Ela comprou a casa à prazo.
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Gabarito: alternativa C.
- A) Errada: Não há crase antes de palavras masculinas ou na locução "a bordo". O correto é "a bordo".
- B) Errada: Não há crase em locuções formadas por palavras repetidas. O correto é "frente a frente".
- C) Correta: A crase é obrigatória na locução conjuntiva feminina "à medida que".
- D) Errada: Não há crase antes de palavras masculinas. O correto é "a pé".
- E) Errada: Não há crase antes de palavras masculinas. O correto é "a prazo".
Questão 7 — Crase: Uso Facultativo
Banca: VUNESP (adaptada). Cargo: Agente Administrativo. Perfil: Casos em que a crase é facultativa.
Assinale a alternativa em que o uso do acento grave indicativo de crase é FACULTATIVO.
- A) Fui à Bahia visitar meus parentes.
- B) Entreguei o presente à minha irmã.
- C) O evento ocorrerá às dez horas.
- D) Referiu-se àquela garota.
- E) Dirigiu-se à senhora com educação.
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Gabarito: alternativa B.
- A) Errada (Obrigatório): O verbo "ir" exige a preposição "a" e o topônimo "Bahia" admite o artigo feminino "a". A fusão é obrigatória.
- B) Correta (Facultativo): O uso da crase é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular ("minha").
- C) Errada (Obrigatório): A crase é obrigatória antes de indicação de horas determinadas.
- D) Errada (Obrigatório): A crase é obrigatória antes do pronome demonstrativo "aquela" quando o termo regente exige a preposição "a".
- E) Errada (Obrigatório): A crase é obrigatória antes dos pronomes de tratamento "senhora" e "senhorita".
Questão 8 — Colocação Pronominal: Próclise
Banca: FCC (adaptada). Cargo: Analista Judiciário. Perfil: Fatores de próclise obrigatória.
Assinale a alternativa em que a colocação do pronome oblíquo átono está em estrita conformidade com a norma-padrão, respeitando as regras de próclise.
- A) Me diga a verdade sobre o ocorrido.
- B) Nunca o encontrei tão bem disposto.
- C) Farei-te o favor que pediste.
- D) Em tratando-se de negócios, ele é experto.
- E) Espero que avise-me com antecedência.
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Gabarito: alternativa B.
- A) Errada: Pela norma culta, não se inicia oração com pronome oblíquo átono. O correto é "Diga-me".
- B) Correta: A palavra negativa "nunca" é fator atrativo obrigatório para a próclise.
- C) Errada: Com o verbo no futuro do presente ("farei"), a ênclise é proibida. Deve-se usar a mesóclise ("Far-te-ei") ou a próclise, se houver fator atrativo ("Te farei").
- D) Errada: A preposição "em" seguida de gerúndio ("Em se tratando") atrai o pronome para antes do verbo (próclise). O correto é "Em se tratando".
- E) Errada: A conjunção subordinativa integrante "que" é fator atrativo obrigatório para a próclise. O correto é "que me avise".
Questão 9 — Colocação Pronominal: Mesóclise
Banca: FGV (adaptada). Cargo: Administrador. Perfil: Uso correto da mesóclise.
Assinale a alternativa em que a mesóclise é obrigatória ou corretamente aplicada segundo a norma-padrão.
- A) Dir-te-ia a verdade se me perguntasses.
- B) Não poupar-te-ia de nenhum esforço.
- C) Talvez avisar-me-ão amanhã.
- D) Quem convidar-nos-ia para o jantar?
- E) Aqui tratar-se-á de todos os detalhes.
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Gabarito: alternativa A.
- A) Correta: O verbo está no futuro do pretérito ("diria") e não há palavra atrativa antes dele que force a próclise, tornando a mesóclise correta ("Dir-te-ia").
- B) Errada: O advérbio negativo "Não" atrai o pronome, exigindo a próclise. O correto é "Não te pouparia".
- C) Errada: O advérbio "Talvez" atrai o pronome, exigindo a próclise. O correto é "Talvez me avisarão".
- D) Errada: O pronome interrogativo "Quem" atrai o pronome oblíquo, exigindo a próclise. O correto é "Quem nos convidaria".
- E) Errada: O advérbio de lugar "Aqui" atrai o pronome, exigindo a próclise. O correto é "Aqui se tratará".
Questão 10 — Colocação Pronominal: Ênclise e Infinitivos
Banca: CESPE/CEBRASPE (adaptada). Cargo: Auditor Fiscal. Perfil: Ênclise e formas nominais (infinitivo).
Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal, considerando as regras para ênclise e formas nominais.
- A) Se me ouvisse, não continuaria a mimá-lo.
- B) Ninguém avisou-me do perigo.
- C) Me diga o que aconteceu ontem.
- D) Espero que o diretor chame-nos amanhã.
- E) Talvez verei-te no evento.
Ver gabarito e análise detalhada
Gabarito: alternativa A.
- A) Correta: Com o infinitivo regido pela preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (na forma "lo"), a ênclise é a forma preferida e aceita pela norma culta ("a mimá-lo"). O "me" antes de "ouvisse" também está correto devido à conjunção "Se".
- B) Errada: O pronome indefinido "Ninguém" é fator atrativo, exigindo a próclise. O correto é "Ninguém me avisou".
- C) Errada: Não se inicia oração com pronome oblíquo átono. O correto é "Diga-me".
- D) Errada: A conjunção integrante "que" atrai o pronome, exigindo a próclise. O correto é "que o diretor nos chame".
- E) Errada: O advérbio "Talvez" atrai o pronome, exigindo a próclise. Além disso, o futuro do presente não aceita ênclise. O correto é "Talvez te verei".