Semântica entre Adjunto Adnominal, Complemento Nominal e Agente da Passiva

A análise sintática não se resume à rotulação mecânica de termos; ela mapeia os papéis que os seres e conceitos desempenham na dinâmica da ação. Quando um verbo é transformado em substantivo (processo de derivação), ele carrega consigo a "memória" de sua ação original. Essa memória exige a identificação de quem pratica o ato e de quem o sofre. Compreender a ponte que liga o Adjunto Adnominal, o Complemento Nominal e o Agente da Passiva é dominar exatamente essa lógica de papéis temáticos, transformando a análise de frases nominais em um processo dedutivo e infalível.

O Elo Semântico: Ações e Papéis Temáticos

Substantivos abstratos, em sua grande maioria, derivam de verbos ou adjetivos e nomeiam ações, estados ou qualidades. Exemplos clássicos incluem demissão (de demitir), invenção (de inventar) e crítica (de criticar). Como esses substantivos nomeiam ações, eles exigem, implícita ou explicitamente, a presença de dois elementos fundamentais: o ser que executa a ação (Agente) e o ser que sofre ou recebe a ação (Paciente).

A sintaxe normativa utiliza classificações distintas para esses papéis dependendo da estrutura da oração (se é uma frase nominal, uma voz passiva ou uma voz ativa), mas a essência semântica permanece inalterada.

Adjunto Adnominal e Agente da Passiva: O Papel de Agente

Quando o termo preposicionado que acompanha um substantivo abstrato de ação pratica essa ação, ele assume o papel semântico de Agente.

Se a estrutura for uma frase nominal (centrada no substantivo), esse termo será classificado sintaticamente como Adjunto Adnominal. Se a estrutura for transformada para a voz passiva analítica, esse mesmo ser será classificado como Agente da Passiva.

Exemplo prático:

  • Frase nominal: "A crítica do diretor foi severa." (O diretor pratica a ação de criticar. Logo, "do diretor" é Adjunto Adnominal).
  • Voz passiva: "A equipe foi criticada pelo diretor." (O diretor pratica a ação de criticar. Logo, "pelo diretor" é Agente da Passiva).

Complemento Nominal: O Papel de Paciente

Quando o termo preposicionado que complementa um substantivo abstrato de ação sofre ou recebe essa ação, ele assume o papel semântico de Paciente.

Nas frases nominais, esse termo é classificado sintaticamente como Complemento Nominal. Diferente do Adjunto Adnominal, o Complemento Nominal não caracteriza um substantivo de forma acessória; ele é um termo integrante, obrigatório para fechar o sentido da ação nomeada.

Exemplo prático:

  • Frase nominal: "A crítica ao diretor foi severa." (O diretor sofre a ação de ser criticado. Logo, "ao diretor" é Complemento Nominal).
  • Voz passiva: "O diretor foi criticado." (O diretor sofre a ação. Na passiva, ele assume o posto de Sujeito Paciente).

Tabela Comparativa de Transformação

A tabela a seguir demonstra como o mesmo papel semântico migra entre as classificações sintáticas conforme a estrutura da oração.

Estrutura Frase Classificação Sintática Papel Semântico
Voz Ativa O diretor criticou a equipe. Objeto Direto Paciente (sofre)
Voz Passiva A equipe foi criticada pelo diretor. Agente da Passiva Agente (pratica)
Frase Nominal 1 A crítica do diretor foi severa. Adjunto Adnominal Agente (pratica)
Frase Nominal 2 A crítica ao diretor foi severa. Complemento Nominal Paciente (sofre)

A Técnica da Transformação: O Teste Definitivo

Para classificar corretamente um termo preposicionado após um substantivo abstrato, aplique a Técnica da Transformação. O procedimento consiste em reverter o substantivo abstrato ao seu verbo original e verificar a relação de sentido.

Passo a passo:

  1. Identifique o substantivo abstrato e o termo preposicionado.
  2. Transforme o substantivo em verbo.
  3. Pergunte: o termo preposicionado pratica ou sofre a ação desse verbo?
  4. Se praticar, é Adjunto Adnominal. Se sofrer, é Complemento Nominal.

Aplicação 1: "A aprovação do edital ocorreu ontem."

  • Verbo original: aprovar.
  • Pergunta: O edital aprova ou o edital é aprovado? O edital é aprovado (sofre a ação).
  • Conclusão: "do edital" é Complemento Nominal.

Aplicação 2: "A aprovação da banca ocorreu ontem."

  • Verbo original: aprovar.
  • Pergunta: A banca aprova ou a banca é aprovada? A banca aprova (pratica a ação).
  • Conclusão: "da banca" é Adjunto Adnominal.

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] Esta é a armadilha sintática mais frequente em provas de alto nível (FGV, Cebraspe, FCC). As bancas apresentam frases com a mesma estrutura superficial (substantivo + preposição + substantivo) e exigem a classificação baseada exclusivamente na análise semântica. A memorização de preposições não resolve a questão; apenas o teste de agente/paciente garante a resposta correta.

Armadilhas e Limites do Conceito

A relação entre esses termos possui fronteiras rígidas que, se ignoradas, geram classificações equivocadas.

Armadilha da Ambiguidade: Frases de Dupla Leitura

Certas frases nominais permitem duas interpretações semânticas distintas, o que altera completamente a classificação sintática do termo preposicionado. A frase "A demissão do chefe foi surpresa", isolada de contexto, é ambígua:

  • Leitura 1 (chefe como paciente): O chefe foi demitido por alguém. Nesse caso, "do chefe" sofre a ação e é Complemento Nominal.
  • Leitura 2 (chefe como agente): O chefe demitiu alguém. Nesse caso, "do chefe" pratica a ação e é Adjunto Adnominal.

A interpretação mais natural, em português brasileiro, tende a ser a primeira (o chefe foi demitido). Por isso, em provas e textos formais, evitam-se construções ambíguas. Quando o contexto é fornecido, a classificação se resolve:

  • "A demissão do chefe pelo diretor foi surpresa." (O chefe é demitido — Complemento Nominal).
  • "A demissão do chefe de três funcionários foi surpresa." (O chefe demite — Adjunto Adnominal).

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] Bancas como a FGV exploram essa ambiguidade em questões de interpretação e reescrita. O candidato deve identificar que, sem contexto, a frase admite dupla classificação sintática, e que a solução exige a inserção de elementos contextuais ou a troca por construções não ambíguas.

Limite 1: Substantivos Concretos

Substantivos concretos (seres, objetos, lugares) nunca admitem Complemento Nominal. Eles admitem apenas Adjunto Adnominal, pois não nomeiam ações, logo, não possuem papéis de agente ou paciente.

Exemplo: "O livro do aluno sumiu." (O aluno não sofre nem pratica a ação de "livro". Ele apenas possui o livro. Logo, é exclusivamente Adjunto Adnominal).

Limite 2: Adjetivos e Advérbios

Adjetivos e advérbios, quando exigem complementação, admitem apenas Complemento Nominal. Eles nunca admitem Adjunto Adnominal, pois não são substantivos.

Exemplo: "O cargo é útil ao país." (O país sofre a utilidade. "ao país" é Complemento Nominal).

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] As bancas exploram esses limites em questões de múltipla escolha, alternando substantivos concretos e abstratos para testar se o candidato sabe que a distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal só ocorre, de fato, no domínio dos substantivos abstratos derivados de verbos.

Mapa Mental: A Tríade Semântico-Sintática

  • Relação Semântica (Agente x Paciente)
    • Substantivos abstratos derivam de verbos e carregam sua valência.
    • Exigem a identificação de quem pratica (Agente) e quem sofre (Paciente).
  • Adjunto Adnominal (Termo Acessório)
    • Função: Caracterizar ou especificar o substantivo.
    • Papel Semântico (em substantivos abstratos): Agente (pratica a ação).
    • Equivalência na Voz Passiva: Agente da Passiva.
    • Exemplo: A crítica do diretor (O diretor critica).
  • Complemento Nominal (Termo Integrante)
    • Função: Completar o sentido de nome abstrato, adjetivo ou advérbio.
    • Papel Semântico (em substantivos abstratos): Paciente (sofre a ação).
    • Equivalência na Voz Passiva: Sujeito Paciente.
    • Exemplo: A crítica ao diretor (O diretor é criticado).
  • Técnica da Transformação
    • Reverter o substantivo abstrato ao seu verbo original.
    • Testar a relação de sentido: pratica (AA) ou sofre (CN)?
  • Armadilha da Ambiguidade
    • Frases como "A demissão do chefe" admitem dupla leitura.
    • Sem contexto, a classificação sintática é indeterminada.
    • Solução: inserir elementos contextuais que definam agente ou paciente.
  • Limites e Fronteiras
    • Substantivos concretos: Admitem apenas Adjunto Adnominal.
    • Adjetivos/Advérbios: Admitem apenas Complemento Nominal.

Conclusão

A distinção entre Adjunto Adnominal, Complemento Nominal e Agente da Passiva deixa de ser um labirinto de regras decoradas quando compreendida como um sistema de papéis temáticos. A sintaxe normativa apenas nomeia de formas diferentes a mesma realidade semântica, dependendo da arquitetura da oração. O Agente da Passiva e o Adjunto Adnominal são a mesma força motriz (quem pratica); o Complemento Nominal e o Sujeito Paciente são o mesmo alvo (quem sofre).

Na resolução de questões complexas, a dependência exclusiva da preposição é um erro fatal. A preposição "de" ou "a" é um mero conector; o verdadeiro critério de classificação é a análise da ação subjacente ao substantivo abstrato. A aplicação sistemática da Técnica da Transformação blinda o analista contra ambiguidades e garante precisão cirúrgica na identificação das funções sintáticas, habilidade indispensável para a reescrita de textos, a interpretação de dupla leitura e a aprovação em avaliações de alto rigor gramatical. O alerta sobre frases ambíguas como "A demissão do chefe" deve servir de lembrete permanente: em sintaxe, o contexto é soberano, e a classificação sem ele é, no mínimo, arriscada.

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Questão 1

(i) Perfil: FGV — Analista de Controle Externo (TCE) — Sintaxe da Oração (Técnica da Transformação: Adjunto Adnominal vs Complemento Nominal em substantivos abstratos).

I. A construção da ponte levou três anos.
II. A construção do engenheiro impressionou a todos.

(iii) Enunciado: Aplicando a Técnica da Transformação (reverter o substantivo abstrato ao verbo original e verificar quem pratica ou sofre a ação), classifique os termos sublinhados "da ponte" e "do engenheiro" nas orações I e II, respectivamente.

  • a) Complemento Nominal e Complemento Nominal.
  • b) Adjunto Adnominal e Complemento Nominal.
  • c) Complemento Nominal e Adjunto Adnominal.
  • d) Adjunto Adnominal e Adjunto Adnominal.
  • e) Complemento Nominal e Agente da Passiva.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A Técnica da Transformação exige reverter "construção" ao verbo "construir" e testar a relação semântica.

Na oração I ("A construção da ponte"): A ponte constrói ou é construída? A ponte é construída (sofre a ação). Logo, "da ponte" é Complemento Nominal.

Na oração II ("A construção do engenheiro"): O engenheiro constrói ou é construído? O engenheiro constrói (pratica a ação). Logo, "do engenheiro" é Adjunto Adnominal.

A FGV explora essa distinção com verbos que admitem facilmente os dois papéis. A pegadinha está na preposição "de", que aparece em ambos os casos, mas com funções sintáticas opostas.

Questão 2

(i) Perfil: Cebraspe — Analista Judiciário (TRT) — Sintaxe da Oração (Relação entre Adjunto Adnominal e Agente da Passiva).

A investigação dos policiais revelou novos indícios.

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. Na oração acima, o termo "dos policiais" exerce a função sintática de Adjunto Adnominal e assume o papel semântico de Agente. Caso a oração fosse reescrita na voz passiva analítica, o mesmo termo passaria a exercer a função de Agente da Passiva, mantendo inalterado o papel semântico.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: Aplicando a Técnica da Transformação: "investigação" deriva de "investigar". Os policiais investigam (praticam a ação) ou são investigados? Eles praticam. Logo, "dos policiais" é Adjunto Adnominal com papel semântico de Agente.

Reescrita na voz passiva: "Novos indícios foram revelados pela investigação dos policiais." Ou, mais diretamente: "Os novos indícios foram investigados pelos policiais." Nesse caso, "pelos policiais" é Agente da Passiva.

O papel semântico (Agente = quem pratica) permanece inalterado; muda apenas a nomenclatura sintática conforme a estrutura da oração. O item está correto.

Questão 3

(i) Perfil: Vunesp — Escrevente Técnico Judiciário — Sintaxe da Oração (Ambiguidade em frases nominais e resolução por contexto).

A demissão do gerente foi comunicada ontem pela direção.

(iii) Enunciado: Na oração acima, o termo "do gerente" classifica-se sintaticamente como:

  • a) Adjunto Adnominal, pois o gerente pratica a ação de demitir.
  • b) Complemento Nominal, pois o gerente sofre a ação de ser demitido, conforme indica o contexto ("foi comunicada pela direção").
  • c) Agente da Passiva, pois o gerente é quem comunica a demissão.
  • d) Objeto Indireto, pois a preposição "de" é exigida pelo substantivo "demissão".
  • e) Adjunto Adnominal, pois a preposição "de" sempre introduz adjunto adnominal após substantivos.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A frase isolada "A demissão do gerente" seria ambígua (o gerente demitiu ou foi demitido?). No entanto, o contexto "foi comunicada ontem pela direção" elimina a ambiguidade: a direção comunicou a demissão, logo, o gerente sofreu a ação de ser demitido.

Técnica da Transformação: "demitir" → O gerente demite ou é demitido? Pelo contexto, ele é demitido (paciente). Logo, "do gerente" é Complemento Nominal.

A Vunesp explora a resolução de ambiguidade por contexto. A alternativa E é a pegadinha clássica: a preposição "de" NÃO determina a classificação; apenas a relação semântica de agente/paciente o faz.

Questão 4

(i) Perfil: FCC — Técnico do MPU — Sintaxe da Oração (Limite dos substantivos concretos: inexistência de Complemento Nominal).

I. A casa do vizinho foi vendida.
II. A venda do vizinho foi rápida.
III. A venda da casa foi rápida.

(iii) Enunciado: Considerando os limites de aplicação dos termos acessórios e integrantes, assinale a alternativa que classifica corretamente os termos sublinhados "do vizinho" (I), "do vizinho" (II) e "da casa" (III).

  • a) Adjunto Adnominal, Complemento Nominal, Complemento Nominal.
  • b) Adjunto Adnominal, Adjunto Adnominal, Complemento Nominal.
  • c) Complemento Nominal, Adjunto Adnominal, Complemento Nominal.
  • d) Adjunto Adnominal, Adjunto Adnominal, Adjunto Adnominal.
  • e) Complemento Nominal, Complemento Nominal, Adjunto Adnominal.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise:

Em I ("A casa do vizinho"): "casa" é substantivo concreto. Substantivos concretos não nomeiam ações, portanto não admitem Complemento Nominal. "do vizinho" indica posse e é exclusivamente Adjunto Adnominal.

Em II ("A venda do vizinho"): "venda" é substantivo abstrato derivado de "vender". O vizinho vende (pratica a ação) ou é vendido? Ele vende (agente). Logo, "do vizinho" é Adjunto Adnominal.

Em III ("A venda da casa"): "venda" é substantivo abstrato. A casa vende ou é vendida? A casa é vendida (paciente). Logo, "da casa" é Complemento Nominal.

A FCC testa a fronteira entre substantivos concretos (apenas AA) e abstratos (AA ou CN conforme o papel semântico).

Questão 5

(i) Perfil: FGV — Auditor Fiscal da Receita Estadual — Sintaxe da Oração (Complemento Nominal com adjetivos e advérbios).

I. O funcionário é favorável à proposta.
II. O funcionário agiu favoravelmente à proposta.
III. O funcionário apresentou uma proposta favorável.

(iii) Enunciado: Nas orações acima, o termo "à proposta" (ou "favorável") exerce função sintática distinta em cada caso. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta de "à proposta" em I, "à proposta" em II e "favorável" em III, respectivamente.

  • a) Complemento Nominal, Adjunto Adverbial, Adjunto Adnominal.
  • b) Objeto Indireto, Adjunto Adverbial, Predicativo do Sujeito.
  • c) Complemento Nominal, Complemento Nominal, Adjunto Adnominal.
  • d) Objeto Indireto, Complemento Nominal, Adjunto Adnominal.
  • e) Complemento Nominal, Adjunto Adverbial, Predicativo do Sujeito.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise:

Em I ("favorável à proposta"): "favorável" é adjetivo. Adjetivos que exigem complementação admitem Complemento Nominal. "à proposta" completa o sentido do adjetivo. É CN.

Em II ("agiu favoravelmente à proposta"): "favoravelmente" é advérbio que modifica o verbo "agiu". O termo "à proposta" indica a circunstância em relação à qual a ação é favorável. Funciona como Adjunto Adverbial (indica direção/referência da ação verbal).

Em III ("uma proposta favorável"): "favorável" é adjetivo que caracteriza diretamente o substantivo "proposta", sem preposição e sem função de complemento. É Adjunto Adnominal.

A FGV explora a mudança de função sintática do mesmo lexema conforme a classe gramatical e a posição na oração.

Questão 6

(i) Perfil: Cebraspe — MP — Sintaxe da Oração (Equivalência semântica entre estruturas nominais e verbais).

A punição dos infratores pela autoridade competente gerou polêmica.

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. Na oração acima, "dos infratores" exerce a função de Complemento Nominal (papel de paciente), enquanto "pela autoridade competente" exerce a função de Adjunto Adnominal (papel de agente). A reescrita equivalente na voz ativa seria: "A autoridade competente puniu os infratores."

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: Técnica da Transformação aplicada a "punição" (verbo: punir):

"dos infratores": Os infratores punem ou são punidos? São punidos (pacientes). Logo, "dos infratores" é Complemento Nominal.

"pela autoridade competente": A autoridade pune ou é punida? Ela pune (agente). Logo, "pela autoridade competente" é Adjunto Adnominal.

Reescrita na voz ativa: "A autoridade competente puniu os infratores." → "autoridade" = sujeito/agente; "infratores" = objeto direto/paciente. A equivalência está perfeita.

O Cebraspe testa a capacidade de transitar entre a estrutura nominal e a verbal mantendo os papéis semânticos. O item está correto.

Questão 7

(i) Perfil: Vunesp — Advogado — Sintaxe da Oração (Distinção entre Complemento Nominal e Objeto Indireto).

I. Tenho necessidade de ajuda.
II. Necessito de ajuda.

(iii) Enunciado: Nas orações I e II, o termo "de ajuda" exerce funções sintáticas distintas, embora a relação semântica seja idêntica. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta.

  • a) Em I, Objeto Indireto; em II, Complemento Nominal.
  • b) Em I, Complemento Nominal; em II, Objeto Indireto.
  • c) Em ambas, Complemento Nominal.
  • d) Em ambas, Objeto Indireto.
  • e) Em I, Adjunto Adnominal; em II, Objeto Indireto.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A distinção depende do termo que exige a complementação:

Em I ("Tenho necessidade de ajuda"): O termo "de ajuda" completa o sentido do substantivo abstrato "necessidade". Complemento de nome = Complemento Nominal. O verbo "ter" já possui seu objeto direto ("necessidade").

Em II ("Necessito de ajuda"): O termo "de ajuda" completa o sentido do verbo transitivo indireto "necessitar". Complemento de verbo com preposição = Objeto Indireto.

A Vunesp explora a fronteira entre complemento de nome (CN) e complemento de verbo (OI). A regra é simples: se o termo completa um nome (substantivo, adjetivo, advérbio), é CN. Se completa um verbo, é OI.

Questão 8

(i) Perfil: FCC — Analista Judiciário (TJ) — Sintaxe da Oração (Agente da Passiva vs Adjunto Adnominal em estruturas passivas).

I. A decisão foi tomada pelo juiz.
II. A decisão do juiz foi tomada ontem.

(iii) Enunciado: Nas orações I e II, o termo que se refere ao juiz exerce funções sintáticas distintas. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta de "pelo juiz" (I) e "do juiz" (II).

  • a) Em ambas, Agente da Passiva.
  • b) Em I, Agente da Passiva; em II, Adjunto Adnominal.
  • c) Em I, Adjunto Adnominal; em II, Agente da Passiva.
  • d) Em I, Agente da Passiva; em II, Complemento Nominal.
  • e) Em I, Objeto Indireto; em II, Adjunto Adnominal.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise:

Em I ("A decisão foi tomada pelo juiz"): A estrutura é de voz passiva analítica (verbo ser + particípio). O termo "pelo juiz" pratica a ação na voz passiva. Logo, é Agente da Passiva.

Em II ("A decisão do juiz foi tomada ontem"): "do juiz" acompanha o substantivo "decisão" em uma frase nominal. O juiz toma a decisão (pratica a ação). Logo, "do juiz" é Adjunto Adnominal (papel de agente em estrutura nominal).

O papel semântico é idêntico (Agente), mas a nomenclatura sintática muda conforme a estrutura: Agente da Passiva (em oração passiva) vs Adjunto Adnominal (em frase nominal). A FCC testa essa migração terminológica.

Questão 9

(i) Perfil: FGV — Analista de Planejamento — Sintaxe da Oração (Aplicação da Técnica da Transformação em cadeia de substantivos abstratos).

A leitura do romance pelo aluno foi elogiada pela professora.

(iii) Enunciado: Na oração acima, há dois termos preposicionados relacionados ao substantivo "leitura". Aplicando a Técnica da Transformação, classifique "do romance" e "pelo aluno", respectivamente.

  • a) Adjunto Adnominal e Agente da Passiva.
  • b) Complemento Nominal e Adjunto Adnominal.
  • c) Complemento Nominal e Agente da Passiva.
  • d) Objeto Indireto e Adjunto Adnominal.
  • e) Complemento Nominal e Complemento Nominal.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: Técnica da Transformação aplicada a "leitura" (verbo: ler):

"do romance": O romance lê ou é lido? O romance é lido (paciente). Logo, "do romance" é Complemento Nominal.

"pelo aluno": O aluno lê ou é lido? O aluno (agente). Logo, "pelo aluno" é Adjunto Adnominal.

Atenção à armadilha: "pelo aluno" poderia ser confundido com Agente da Passiva, mas a oração não está na voz passiva. O verbo principal é "foi elogiada" (passiva de "elogiar"), e "pela professora" é que seria o Agente da Passiva de "elogiar". Em relação a "leitura", "pelo aluno" é Adjunto Adnominal (agente da leitura em estrutura nominal).

A FGV explora a presença de múltiplos termos preposicionados e a necessidade de associar cada um ao seu núcleo correto.

Questão 10

(i) Perfil: Cebraspe — Analista de Finanças e Controle (CGU) — Sintaxe da Oração (Reescrita e preservação de sentido: frase nominal ↔ voz passiva ↔ voz ativa).

A aprovação do projeto pela comissão gerou debates acalorados no plenário.

(iii) Enunciado: Julgue o item a seguir. A reescrita da oração acima na voz ativa, preservando integralmente os papéis semânticos de agente e paciente, seria: "A comissão aprovou o projeto, o que gerou debates acalorados no plenário." Nessa transformação, o termo "do projeto" (Complemento Nominal na estrutura original) passa a exercer a função de Objeto Direto, e "pela comissão" (Adjunto Adnominal na estrutura original) passa a exercer a função de Sujeito.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: Análise da estrutura original (frase nominal):

"aprovação" (substantivo abstrato de "aprovar").

"do projeto": O projeto aprova ou é aprovado? É aprovado (paciente) → Complemento Nominal.

"pela comissão": A comissão aprova ou é aprovada? Aprova (agente) → Adjunto Adnominal.

Reescrita na voz ativa: "A comissão aprovou o projeto."

"A comissão" → Sujeito (era Adjunto Adnominal / Agente na estrutura nominal).

"o projeto" → Objeto Direto (era Complemento Nominal / Paciente na estrutura nominal).

Os papéis semânticos permanecem inalterados: a comissão pratica (agente), o projeto sofre (paciente). Apenas as nomenclaturas sintáticas mudam conforme a estrutura. O item está correto.

rico

Bacharel em administração, especialização em gestão financeira, gestão governamental, perito em contabilidade, analista de investimento e especialista em mercado financeiro.

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