Locução Conjuntiva Integrante: Natureza, Formação e Validação Sintática

A arquitetura das orações subordinadas substantivas frequentemente exige a presença de um conectivo que, por sua vez, demanda a presença de uma preposição para se ligar ao termo da oração principal. Quando essa união se consolida em um bloco inseparável de duas ou mais palavras, configura-se a locução conjuntiva integrante. Compreender a formação, a regência e os limites dessa locução é fundamental para evitar desvios gramaticais graves e para distinguir com precisão a natureza sintática dos termos que regem a oração subsequente.

Definição e Natureza Morfológica

A locução conjuntiva integrante é um conjunto de duas ou mais palavras que atua com o mesmo valor de uma conjunção integrante simples (como o "que" isolado). Sua função exclusiva é introduzir orações subordinadas substantivas, estabelecendo um elo de dependência sintática sem exercer qualquer função sintática interna na oração que ela mesma inicia.

Formação e Regência do Termo Regente

A formação da locução conjuntiva integrante ocorre, na maioria dos casos, pela fusão de uma preposição com a conjunção "que". A escolha da preposição não é aleatória; ela é estritamente determinada pela regência do termo (substantivo, adjetivo ou advérbio) presente na oração principal.

Exemplos validados:

  • "Tenho certeza de que você vencerá." (O substantivo "certeza" exige a preposição "de". Logo, a locução é "de que").
  • "Estou convicto de que a medida é eficaz." (O adjetivo "convicto" rege a preposição "de").
  • "Isso equivale a que todos participem." (O verbo "equivale" exige a preposição "a").
  • "Tenho medo de que chova." (O substantivo "medo" rege a preposição "de").

O Teste de Validação Adaptado

Para confirmar se um conjunto de palavras atua como locução conjuntiva integrante, aplica-se uma variação do clássico teste do pronome demonstrativo. Como a oração inteira exerce função de substantivo, ela pode ser substituída por um pronome demonstrativo, exigindo, contudo, a contração da preposição.

Mecanismo do Teste:

  1. Identifique a locução (ex: "de que") e a oração que ela introduz.
  2. Substitua toda a oração pelo pronome demonstrativo correspondente, fundindo a preposição da locução com o pronome (de + isso = disso; em + isso = nisso; a + isso = a isso).
  3. Se a frase mantiver a coerência e a gramaticalidade, a classificação está confirmada.

Aplicação prática:

  • Frase: "Tenho a esperança de que tudo se resolva."
  • Teste: "Tenho a esperança disso."
  • Conclusão: A substituição é válida. Logo, "de que" é locução conjuntiva integrante.

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] O teste da substituição com contração preposicional é a ferramenta mais cobrada para diferenciar a locução integrante de outras estruturas homógrafas. A banca exige que o candidato saiba que "disso", "nisso" ou "a isso" são os equivalentes pronominais das locuções "de que", "em que" e "a que", respectivamente.

Fronteiras e Armadilhas Conceituais

A análise das locuções integrantes enfrenta dois desvios recorrentes na linguagem formal e em avaliações de alto nível.

A Omissão da Preposição (Queísmo)

Ocorre quando o termo regente da oração principal exige preposição, mas o conectivo utilizado é apenas a conjunção "que", sem a preposição obrigatória. Esse desvio, conhecido como queísmo, é considerado um erro gramatical grave na norma culta.

Contraste:

  • Incorreto: "Tenho certeza que ele virá." (O substantivo "certeza" exige "de").
  • Correto: "Tenho certeza de que ele virá."
  • Incorreto: "Estou certo que ganharás." (O adjetivo "certo" exige "de").
  • Correto: "Estou certo de que ganharás."

🔴 [ALTÍSSIMA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A identificação do queísmo é uma das cobranças mais frequentes em questões de correção gramatical e reescrita de frases. A banca apresenta frases com nomes que exigem preposição (como "necessidade", "dúvida", "convicto") seguidos apenas de "que" e exige a inserção da preposição adequada para formar a locução conjuntiva integrante.

Locução Integrante versus Preposição + Pronome Relativo

A confusão mais sofisticada ocorre quando a locução "em que" (ou "de que", "a que") é confrontada com a sequência de preposição + pronome relativo. A grafia é idêntica, mas a natureza morfossintática é oposta.

  • Locução Conjuntiva Integrante: Introduz oração subordinada substantiva. Não há antecedente a ser retomado. O teste do "disso/nisso" funciona.
    Exemplo: "Acredito em que você disse." (Acredito nisso. "em que" é locução integrante).
  • Preposição + Pronome Relativo: Introduz oração subordinada adjetiva. Há um antecedente claro sendo retomado. O pronome exerce função interna e pode ser substituído por "o qual" (e suas flexões).
    Exemplo: "O assunto em que pensei é complexo." (O assunto no qual pensei. "em que" é preposição + pronome relativo).

Teste de Validação Cruzada: Tente substituir o conectivo por "no qual" (ou "do qual", "ao qual"). Se a substituição for gramatical e mantiver o sentido, trata-se de pronome relativo. Se a substituição falhar e o teste do "nisso/disso" funcionar, trata-se de locução conjuntiva integrante.

🟡 [ALTA/MÉDIA IMPORTÂNCIA EM PROVAS/CONCURSOS] A distinção entre "em que" integrante e "em que" relativo é uma pegadinha clássica de análise sintática. A banca apresenta frases como "A ideia em que me baseio" e exige a classificação do termo. O candidato que não aplicar o teste do "no qual" confundirá uma oração adjetiva com uma substantiva.

Mapa Mental: A Locução Conjuntiva Integrante

  • Natureza e Função
    • Conjunto de palavras (Preposição + "que") com valor de conjunção integrante.
    • Função: Introduzir orações subordinadas substantivas.
    • Característica: Não exerce função sintática interna na oração que introduz.
  • Formação e Regência
    • A preposição é ditada pelo termo regente da oração principal (substantivo, adjetivo, advérbio).
    • Exemplos: "de que" (certeza de), "em que" (acreditar em), "a que" (equivale a).
  • Teste de Validação
    • Substituir a oração inteira por pronome demonstrativo contraído (disso, nisso, a isso).
    • Se a frase mantiver coerência: É locução conjuntiva integrante.
  • Armadilhas e Fronteiras
    • Queísmo: Omissão da preposição exigida pelo termo regente (ex: "Tenho certeza que" -> Erro).
    • Locução Integrante vs. Preposição + Pronome Relativo:
      • Integrante: Sem antecedente, teste do "nisso/disso" funciona.
      • Pronome Relativo: Tem antecedente, teste do "no qual/do qual" funciona.

Conclusão

O domínio da locução conjuntiva integrante exige a compreensão de que a preposição que a inicia não é um mero acessório, mas uma exigência estrutural do termo regente na oração principal. A omissão dessa preposição não gera apenas um desvio estilístico, mas uma ruptura na regência normativa, configurando o queísmo. Além disso, a capacidade de distinguir a locução integrante da sequência preposição+pronome relativo é o que define a correta classificação das orações subordinadas, evitando a confusão entre estruturas substantivas e adjetivas.

Na prática avaliativa, a segurança na identificação dessas locuções depende da aplicação rigorosa dos testes de substituição. A verificação da regência do termo antecedente e a tentativa de substituição por pronomes demonstrativos contraídos ou relativos ("no qual") eliminam a ambiguidade e garantem a precisão morfossintática. O analista deve, portanto, isolar o termo regente, confirmar sua transitividade ou regência nominal, e somente então validar o conectivo que introduz a oração dependente.

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Questão 1

Perfil: FGV — Analista Administrativo — Sintaxe do Período (Identificação e correção do fenômeno do "queísmo").

"O gerente tem certeza que o projeto será aprovado pela diretoria."

Enunciado: A frase acima apresenta um desvio de regência nominal conhecido como "queísmo". Assinale a alternativa que apresenta a correção normativa adequada, justificando-a com base na formação da locução conjuntiva integrante.

  • a) A frase está correta, pois o substantivo "certeza" não exige preposição antes de orações subordinadas.
  • b) O erro consiste na omissão da preposição "de", exigida pelo substantivo "certeza". A forma correta é "tem certeza de que".
  • c) O erro consiste no uso do pronome relativo "que". A forma correta é "tem certeza no qual".
  • d) A preposição exigida por "certeza" é "em". A forma correta é "tem certeza em que".
  • e) O termo "que" deveria ser substituído pelo pronome demonstrativo "disso", resultando em "tem certeza disso o projeto".
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FGV testa o reconhecimento do "queísmo", que é a omissão indevida da preposição exigida pelo termo regente na oração principal. O substantivo abstrato "certeza" exige a complementação pela preposição "de" (ter certeza de algo). Portanto, para introduzir a oração subordinada substantiva, deve-se formar a locução conjuntiva integrante "de que". A alternativa B aponta corretamente o erro e a correção. A alternativa C confunde a estrutura com pronome relativo. A alternativa D erra a preposição exigida. A alternativa E propõe uma substituição que quebraria a estrutura sintática da oração.

Questão 2

Perfil: FCC — Analista Judiciário — Sintaxe do Período (Teste de validação da locução conjuntiva integrante).

"Todos os analistas estão convictos de que a medida é eficaz."

Enunciado: Aplicando o teste de validação baseado na substituição por pronome demonstrativo, qual das alternativas abaixo comprova que "de que" atua como locução conjuntiva integrante na frase acima?

  • a) A substituição da oração subordinada pelo pronome "disso", resultando em "Todos os analistas estão convictos disso".
  • b) A substituição da oração subordinada pelo pronome "nisso", resultando em "Todos os analistas estão convictos nisso".
  • c) A substituição do termo "de que" por "no qual", resultando em "Todos os analistas estão convictos no qual a medida é eficaz".
  • d) A substituição da oração subordinada pelo pronome "a isso", resultando em "Todos os analistas estão convictos a isso".
  • e) A omissão do termo "de que", mantendo a coerência: "Todos os analistas estão convictos a medida é eficaz".
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A FCC testa a aplicação prática do teste de validação da locução conjuntiva integrante. O teste consiste em substituir a oração inteira pelo pronome demonstrativo correspondente, contraindo a preposição da locução com o pronome. A locução é "de que". A preposição é "de". O pronome demonstrativo neutro é "isso". A contração de "de" + "isso" resulta em "disso". A frase "Todos os analistas estão convictos disso" mantém a coerência e a gramaticalidade, provando que "de que" é uma locução conjuntiva integrante. A alternativa B usa a preposição errada ("em"). A alternativa C aplica o teste do pronome relativo, o que falharia semanticamente.

Questão 3

Perfil: Cebraspe — Técnico do Tribunal — Sintaxe do Período (Distinção entre locução integrante e pronome relativo com a mesma grafia).

I. Acredito em que tudo vai melhorar.
II. O assunto em que pensei é complexo.

Enunciado: Julgue o item a seguir. Nas orações I e II, a sequência "em que" possui a mesma grafia, mas naturezas morfossintáticas distintas. Na oração I, "em que" atua como locução conjuntiva integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva. Na oração II, "em que" atua como preposição seguida de pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada adjetiva.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A (Certo)

Análise: O Cebraspe testa a distinção clássica entre as duas funções da sequência preposição + "que". Na oração I, o verbo "acreditar" exige a preposição "em". O teste do pronome demonstrativo funciona: "Acredito nisso". Logo, "em que" é locução conjuntiva integrante. Na oração II, há um antecedente claro ("O assunto") sendo retomado. O teste do pronome relativo funciona: "O assunto no qual pensei". Logo, "em que" é preposição + pronome relativo. O item está perfeitamente correto ao estabelecer essa fronteira.

Questão 4

Perfil: Vunesp — Escrevente Técnico Judiciário — Sintaxe do Período (Regência de adjetivos e formação de locução).

"Os candidatos estavam ansiosos ___ o início das férias chegasse."

Enunciado: Para manter o rigor normativo e formar corretamente a locução conjuntiva integrante, a lacuna deve ser preenchida respeitando a regência do adjetivo "ansiosos". Assinale a alternativa que apresenta o preenchimento correto.

  • a) ansiosos que
  • b) ansiosos em que
  • c) ansiosos por que
  • d) ansiosos de que
  • e) ansiosos no que
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A Vunesp testa a regência dos adjetivos na formação das locuções conjuntivas integrantes. O adjetivo "ansioso" rege a preposição "por" (estar ansioso por algo). Portanto, para introduzir a oração subordinada substantiva, a preposição "por" deve se fundir com a conjunção integrante "que", formando a locução "por que". A alternativa C apresenta a formação correta. A alternativa A comete o erro do queísmo. As alternativas B, D e E utilizam preposições não exigidas pelo adjetivo "ansioso".

Questão 5

Perfil: FGV — Auditor Fiscal — Sintaxe do Período (Teste do "no qual" para identificação de pronome relativo).

"O método em que confio é infalível."

Enunciado: No texto acima, o termo "em que" introduz uma oração subordinada adjetiva. O teste técnico infalível para provar que "em que" atua como preposição seguida de pronome relativo (e não como locução conjuntiva integrante) é a sua substituição bem-sucedida por:

  • a) "disso"
  • b) "nisso"
  • c) "no qual"
  • d) "a isso"
  • e) "do qual"
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: C

Análise: A FGV testa o teste de validação cruzada para pronomes relativos. Quando há um antecedente ("O método") e a sequência é preposição + "que" ("em que"), trata-se de pronome relativo. A prova cabal é a substituição pelo pronome relativo equivalente, que deve concordar em gênero e número com o antecedente e manter a preposição. "O método" é masculino singular. A preposição é "em". A contração de "em" + "o qual" resulta em "no qual". A frase "O método no qual confio é infalível" é perfeitamente gramatical. As alternativas A, B e D aplicam o teste da locução conjuntiva integrante, o que falharia aqui. A alternativa E usa a preposição errada ("de" em vez de "em").

Questão 6

Perfil: FCC — Analista de Controle — Sintaxe do Período (Classificação da oração subordinada introduzida por locução).

"Temos a esperança de que os resultados sejam positivos."

Enunciado: O termo "de que" atua como locução conjuntiva integrante. Consequentemente, a oração por ele introduzida ("que os resultados sejam positivos") classifica-se sintaticamente como:

  • a) Subordinada Adjetiva Restritiva.
  • b) Subordinada Adverbial Causal.
  • c) Subordinada Substantiva Subjetiva.
  • d) Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
  • e) Subordinada Substantiva Completiva Nominal.
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Gabarito: E

Análise: A FCC exige a correlação entre a natureza do conectivo e a função da oração. Como "de que" é uma locução conjuntiva integrante, a oração que ela introduz é, obrigatoriamente, uma oração subordinada substantiva. Isso elimina as alternativas A e B. Para definir qual tipo de substantiva, analisa-se a função em relação ao termo da oração principal. A oração principal é "Temos a esperança" (sujeito oculto, verbo transitivo direto, objeto direto "a esperança"). A oração subordinada completa o sentido do substantivo abstrato "esperança". Logo, é completiva nominal. A alternativa E está correta.

Questão 7

Perfil: Vunesp — Advogado — Sintaxe do Período (Correção de queísmo com substantivos derivados de verbos).

"A necessidade que o departamento contrate mais pessoal é evidente."

Enunciado: A frase acima contém um erro grave de regência. Para corrigi-lo, formando a locução conjuntiva integrante adequada ao substantivo "necessidade", o segmento "A necessidade que" deve ser substituído por:

  • a) A necessidade em que
  • b) A necessidade de que
  • c) A necessidade no qual
  • d) A necessidade da qual
  • e) A necessidade sobre o qual
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A Vunesp testa a regência de substantivos abstratos derivados de verbos. O substantivo "necessidade" exige a preposição "de" (ter necessidade de algo). O erro na frase original é o "queísmo" (omissão da preposição). A correção exige a inserção da preposição "de" antes da conjunção "que", formando a locução conjuntiva integrante "de que". A alternativa B apresenta a correção exata. As alternativas C, D e E tentam transformar a estrutura em pronome relativo, o que quebraria o sentido da oração substantiva.

Questão 8

Perfil: FGV — Analista de Planejamento — Morfossintaxe (Distinção entre conjunção integrante simples e locução conjuntiva integrante).

I. Não sei se ele virá.
II. Tenho dúvida sobre se ele virá.

Enunciado: Considerando a definição morfológica de que uma "locução" é um conjunto de duas ou mais palavras com valor de uma única classe, analise os conectivos que introduzem as orações subordinadas substantivas objetivas diretas nas frases I e II.

  • a) Em I, o conectivo é uma locução conjuntiva integrante; em II, é uma conjunção integrante simples.
  • b) Em I, o conectivo é uma conjunção integrante simples; em II, "sobre se" atua como locução conjuntiva integrante.
  • c) Em ambas as frases, os conectivos são classificados como locuções conjuntivas integrantes.
  • d) Em ambas as frases, os conectivos são classificados como conjunções integrantes simples.
  • e) Em I, o conectivo é um pronome relativo; em II, "sobre se" é uma preposição essencial.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B

Análise: A FGV testa a distinção morfológica entre palavra simples e locução. Na frase I, o conectivo é apenas a palavra "se". Trata-se de uma conjunção integrante simples. Na frase II, o conectivo é o conjunto de palavras "sobre se" (preposição + conjunção). Por ser formado por mais de uma palavra com a função de introduzir a oração subordinada substantiva, classifica-se morfologicamente como locução conjuntiva integrante. A alternativa B descreve corretamente essa distinção.

Questão 9

Perfil: Cebraspe — Analista Administrativo — Sintaxe do Período (Regência de adjetivos e locução conjuntiva).

"Os investidores estão convictos ___ o mercado vai reagir positivamente."

Enunciado: Julgue o item a seguir. Para que a oração acima esteja gramaticalmente correta e a conexão entre as orações seja feita por uma locução conjuntiva integrante, a lacuna deve ser preenchida exclusivamente com a conjunção "que", sem a necessidade de qualquer preposição, uma vez que o adjetivo "convicto" não rege preposição.

  • a) Certo.
  • b) Errado.
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: B (Errado)

Análise: O Cebraspe testa a regência dos adjetivos na formação de locuções. O adjetivo "convicto" exige a preposição "de" (estar convicto de algo). Portanto, para formar a locução conjuntiva integrante correta, é obrigatória a presença da preposição "de" fundida com a conjunção "que". A frase correta é "Os investidores estão convictos de que o mercado vai reagir...". Preencher apenas com "que" configuraria o erro do queísmo. O item está errado ao afirmar que o adjetivo não rege preposição.

Questão 10

Perfil: FCC — Técnico do MPU — Sintaxe do Período (Teste de substituição com substantivos abstratos).

"O informe de que o diretor renunciou causou espanto geral."

Enunciado: O termo "de que" atua como locução conjuntiva integrante. Assinale a alternativa que apresenta a reescrita da oração principal aplicando corretamente o teste de substituição por pronome demonstrativo contraído, o que comprova a natureza da locução.

  • a) "O informe disso causou espanto geral."
  • b) "O informe no qual causou espanto geral."
  • c) "O informe nisto causou espanto geral."
  • d) "O informe do qual causou espanto geral."
  • e) "O informe a isso causou espanto geral."
Ver gabarito e análise detalhada

Gabarito: A

Análise: A FCC testa a aplicação do teste de validação em contextos de substantivos abstratos. A locução conjuntiva integrante é "de que". A preposição que a inicia é "de". Para aplicar o teste, substitui-se a oração subordinada ("que o diretor renunciou") pelo pronome demonstrativo "isso", contraindo a preposição "de" com o pronome: "de" + "isso" = "disso". A reescrita "O informe disso causou espanto geral" mantém a estrutura sintática e prova que "de que" é uma locução integrante. As alternativas B e D aplicam o teste do pronome relativo (que falharia, pois não há oração adjetiva). A alternativa C usa a preposição "em" (nisso), que não corresponde à locução original. A alternativa E usa a preposição "a", também incorreta para o caso.

rico

Bacharel em administração, especialização em gestão financeira, gestão governamental, perito em contabilidade, analista de investimento e especialista em mercado financeiro.

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